Caso Pedro BBB 26: o que acontece com um participante expulso do reality

A TV Globo rompeu todos os vínculos com Pedro, ex-participante do Big Brother Brasil 26, após um episódio de assédio envolvendo a sister Jordana Morais. Apesar de ter apertado o botão de desistência no último domingo (18), a emissora enquadrou sua saída como uma expulsão oficial, um movimento que tem consequências severas. Isso acontece porque a direção do programa avaliou que houve uma “conduta inadequada gravíssima”, entendendo que a desistência só ocorreu quando Pedro percebeu que seria removido à força.
Como resultado imediato dessa decisão, o vendedor ambulante de Curitiba foi removido da vinheta do programa e perdeu todos os benefícios financeiros. Diferentemente de um eliminado ou mesmo de um desistente, um expulso não tem direito a cachê algum, nem mesmo proporcional aos dias dentro da casa. A Globo custeou apenas uma diária de hotel no Rio de Janeiro e a passagem de volta para sua cidade, encerrando qualquer relação contratual de forma definitiva.
As cláusulas do contrato e o rompimento total
O contrato assinado pelos participantes prevê penalidades duras para casos de expulsão. Uma cláusula específica estabelece que o brother ou sister expulso “não fará jus a qualquer remuneração, prêmio ou indenização”, ficando ainda obrigado a ressarcir eventuais perdas e danos causados. Na prática, isso significa que Pedro não receberá um centavo pela sua participação no reality, um preço alto por uma conduta considerada inaceitável pelas regras do jogo.
Além do desligamento do BBB, a Globo também rescindiu o contrato de representação comercial de Pedro com a ViU, agência de influenciadores do grupo. Seu e-mail de contato profissional foi removido das redes sociais, consolidando um rompimento completo. Dessa forma, ele não cumprirá a tradicional agenda pós-casa, com entrevistas em programas como Mais Você ou Encontro, um destino comum para a maioria dos ex-participantes.
Histórico de expulsões no reality
O caso de Pedro se junta a outros momentos marcantes de expulsão na história do BBB. No BBB 12, Daniel Echaniz foi o primeiro a ser expulso por suspeita de abuso sexual. Já no BBB 17, Marcos Harter foi desclassificado por comportamento agressivo contra Emilly Araújo. Mais recentemente, no BBB 23, MC Guimê e Cara de Sapato foram expulsos após episódios envolvendo toques sem consentimento. Esses precedentes mostram que a produção tem adotado uma postura cada vez mais firme contra condutas consideradas transgressoras, usando a expulsão como ferramenta máxima de punição dentro das regras do jogo.
O episódio reforça os limites éticos do reality e gera um debate importante sobre responsabilidade dentro da casa mais vigiada do Brasil. Enquanto isso, o BBB 26 segue seu curso, mas a sombra da expulsão serve como um alerta claro para os demais participantes sobre as regras que precisam ser respeitadas, independentemente do jogo.









