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Criador do PUBG critica metaversos atuais: “Todos estão fazendo errado”

Brendan “PlayerUnknown” Greene, a mente por trás do fenômeno PUBG, está provocando a indústria com uma visão radicalmente oposta sobre o futuro do metaverso. Enquanto gigantes como Fortnite e Roblox investem pesado em seus próprios universos digitais centralizados, Greene, em entrevista exclusiva, afirma que “todos estão fazendo do jeito errado”. Seu projeto de longo prazo, codinome Artemis, promete uma abordagem de baixo para cima, open source e gerada localmente nos dispositivos dos jogadores, sem depender de mega servidores. A revelação acontece em janeiro de 2026, momento em que a corrida pelo metaverso esquenta globalmente, inclusive no Brasil, onde a audiência gamer é uma das maiores do mundo. Esta discussão é crucial porque questiona a própria infraestrutura e acessibilidade dos mundos virtuais que prometem dominar a próxima década.

O plano de Greene, portanto, se desenrola em etapas. Seu estúdio, a PlayerUnknown Productions (PUP), usa o jogo de sobrevivência Prologue e a demonstração tecnológica Preface como bancos de teste. Dessa forma, a tecnologia por trás deles gera mapas de escala terrestre diretamente na GPU do computador do usuário, offline. Essa é a grande diferença: em vez de um servidor-clientes limitando o número de pessoas, Greene busca criar “a internet em 3D”, um espaço aberto onde milhões, talvez bilhões, possam coexistir. Por isso, ele se distancia explicitamente do modelo de parcerias empresariais, como o recente acordo entre Epic e Unity para o Fortnite Creative.

O Caminho da Tartaruga versus a Lebre

Apesar do ceticismo de alguns, como a menção a comentários do CEO da Epic, Tim Sweeney, sobre a impossibilidade atual do metaverso por limitações de servidores, Greene segue confiante em seu caminho alternativo. Ele admite que o Artemis está a cerca de uma década de se tornar realidade, um cronograma muito mais longo que o de seus concorrentes. No entanto, essa é uma aposta deliberada. Enquanto isso, o Prologue permanecerá em acesso antecipado por aproximadamente um ano, refinando sua geração de mundo. O suporte ao jogo continuará por mais alguns anos após o lançamento da versão 1.0, tempo que a PUP usará para preparar seu motor para o próximo projeto da trilogia.

Assim, a filosofia por trás do Artemis é de total abertura. Greene não quer construir um motor para competir com Unreal ou Unity, mas sim uma “estrutura aberta” agnóstica, onde qualquer criação, independente do motor gráfico usado, possa se conectar. Dessa forma, ele rejeita a ideia de que o metaverso será construído sobre acordos comerciais entre empresas. Para o criador do PUBG, o futuro digital deve ser um protocolo, não um produto fechado. Portanto, enquanto as lebres correm com modelos centralizados, a tartaruga de Greene aposta em um fundamento tecnológico distribuído que, se bem-sucedido, pode redesenhar completamente as regras do jogo.

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Adriano Ladislau

Adriano é Mercadólogo, Publicitário, Professor e Podcaster. Atua há mais de 10 anos escrevendo conteúdo especializado em cultura geek e, paralelamente, desenvolveu uma carreira sólida no marketing, com foco em análise de dados e campanhas criativas. Já liderou equipes, negociou parcerias com grandes marcas e hoje ensina novos profissionais a navegar nesse universo com conteúdo direto, prático e bem-humorado. Quando não está cuidando do Santuário Geek ou do seu grupo no Telegram, provavelmente está ouvindo Queen ou maratonando um clássico do gênero Tokusatsu.

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