A Empregada: Final do Filme é Muito Diferente do Livro Original

A Empregada, filme que estreou nos cinemas brasileiros em 1º de janeiro de 2026, leva para as telonas o fenômeno literário de Freida McFadden com uma reviravolta crucial. No entanto, quem já leu o livro vai perceber uma mudança gritante, pois a adaptação cinematográfica escolheu um caminho completamente diferente para encerrar a história de Millie, interpretada por Sydney Sweeney. Enquanto a premissa central de um marido abusivo e um plano de fuga se mantém, o desfecho que os espectadores veem na tela diverge profundamente da obra original, criando uma experiência única e cheia de surpresas para o público. Com sessões desde meados de dezembro, o filme chega em janeiro para iniciar o ano com muita tensão e discussão entre os fãs.
A relevância da história, adaptada para o público brasileiro, está justamente nesse contraste e na liberdade criativa que o cinema pode oferecer. Dessa forma, o longa transforma um final mais psicológico e de vingança lenta em uma sequência de ação intensa, mudando não apenas o destino dos personagens, mas também a mensagem sobre justiça e sobrevivência. Por isso, explorar essas diferenças se torna essencial para entender como uma mesma história pode ganhar novas camadas e significados ao mudar de mídia.
De Onde Vem as Principais Diferenças?
A principal reviravolta do livro, onde Millie descobre o plano de Nina e a verdade sobre Andrew, segue presente no filme. No entanto, o modus operandi do vilão e a consequente reação da protagonista tomam rumos distintos. No livro, a punição de Andrew envolve equilibrar livros, enquanto no filme ele a obriga a fazer cortes profundos, intensificando a violência física de maneira gráfica. Além disso, a forma como Millie se vinga é o ponto de maior divergência. Em uma versão, ela o prende e o submete a uma tortura lenta e psicológica que leva à morte por desidratação. Por outro lado, a adaptação opta por um confronto direto e físico, com um empurrão fatal que resulta em uma queda dramática pelas escadas, criando um clímax mais cinematográfico e imediato.
Outro aspecto que muda consideravelmente é a resolução policial do caso. Enquanto no filme uma investigadora, irmã de uma vítima anterior, decide acobertar as protagonistas, no livro essa função cabe ao pai da vítima, que busca justiça há anos. Essa alteração muda o tom da conclusão, focando mais em uma rede de apoio entre mulheres no cinema, enquanto o livro explora uma vingança intergeracional conduzida por um homem. Essas escolhas narrativas mostram como a adaptação não apenas traduz, mas também reinterpreta os temas centrais da obra para um novo meio e, possivelmente, para um público diferente.
Impacto e Legado da Adaptação
Com a estreia consolidada em janeiro de 2026, A Empregada promete gerar debates acalorados sobre fidelidade às fontes e liberdade criativa. Afinal, mudar o final de uma obra tão popular é um risco que os produtores decidiram correr, apostando em um desfecho mais espetacular para as telas. Para o espectador brasileiro, a experiência será dupla: apreciar a tensão do thriller e, em seguida, descobrir a narrativa alternativa que milhões leram. Dessa forma, o filme não fecha a porta para a história original, mas sim abre uma janela para uma nova interpretação, provando que algumas histórias podem ter mais de uma verdade, dependendo de quem as conta e de como são contadas.









