Titina Medeiros, atriz de Cheias de Charme, morre aos 48 anos

A atriz Titina Medeiros, conhecida nacionalmente por interpretar a divertida Socorro na novela “Cheias de Charme”, da TV Globo, morreu no último domingo, 11 de janeiro de 2026, aos 48 anos. Nascida em Currais Novos, no sertão do Rio Grande do Norte, ela lutava contra um câncer de pâncreas há aproximadamente um ano, mas não resistiu às complicações da doença. A notícia da sua partida comoveu fãs e colegas de profissão, uma vez que Titina deixou uma marca significativa no teatro e na televisão brasileira, sendo lembrada por seu talento e por personagens carismáticos.
O diagnóstico da doença aconteceu em 2025, e desde então a artista vinha em tratamento, afastando-se gradualmente dos holofotes para cuidar da saúde. A relevância da atriz vai muito além da famosa novela de 2012, já que ela construiu uma sólida carreira nos palados desde a adolescência, quando se mudou para Natal e descobriu sua paixão. Com previsão de novos trabalhos, sua morte interrompeu uma trajetória artística que ainda prometia muitas contribuições para a cultura nacional, demonstrando como a perda impacta diretamente o cenário artístico do Brasil.
Uma carreira dedicada às artes
Ao longo de mais de três décadas, Titina Medeiros colecionou experiências valiosas no teatro, sendo diretora e produtora de grupos como a Casa de Zoé e o Candeia. No palco, ela brilhou em peças como “Meu Seridó” e “Hamlet”, sempre levando um pedaço de suas raízes nordestinas para os espetáculos. Na televisão, além do sucesso em “Cheias de Charme”, ela também marcou presença em produções como “Geração Brasil”, “A Lei do Amor” e, mais recentemente, na novela “No Rancho Fundo”, em 2024, que se tornou seu último trabalho na TV. Dessa forma, sua filmografia reflete a versatilidade de uma artista completa, que transitava com naturalidade entre o humor e a dramaticidade.
Além disso, Titina também explorou outros formatos, como a sitcom “Os Roni”, no Multishow, e a série “Chão de Estrelas”, no Canal Brasil. Em todas essas obras, ela carregava consigo a identidade forte do Nordeste, muitas vezes retratando personagens que migravam em busca de oportunidades, um tema caro à sua própria história. A atriz deixa o marido, César Ferrario, que foi seu parceiro de cena em “Cheias de Charme”, simbolizando uma união que começou artisticamente e se fortaleceu na vida pessoal. Portanto, seu legado permanece não apenas nas gravações, mas na memória afetiva do público que a acompanhou.









