Supernatural #3: Quadrinho da Dynamite Inova com 5 Artistas Diferentes

Supernatural, a famosa saga de caça-fantasias, ganhou um novo capítulo em quadrinhos que está agitando os fãs em janeiro de 2026. Escrito por Greg Pak e publicado pela Dynamite Entertainment, o terceiro número da série traz uma grande inovação ao contar com a arte de cinco desenhistas diferentes: Eder Messias, Alessandro Rannadi, Vincenzo Federici, Gerardo Gambone e Pasquale Qualano. Enquanto isso, os irmãos Sam e Winchester continuam sua jornada pelos Estados Unidos, mas desta vez a história abandona o formato “conta única” dos primeiros números e introduz um cliffhanger, o que promete mais continuidade e desenvolvimento para os próximos capítulos. A relevância está justamente nessa ousadia narrativa e artística, que testa os limites do quadrinho mensal e debate se certos estilos de arte se encaixam em personagens específicos.
O enredo do quadrinho gira em torno de um vilão que interpreta a obra de Mary Shelley de forma literal, causando caos e levando os Winchester a investigar pistas sobre o assassinato demoníaco de sua mãe. Dessa forma, Greg Pak mescla terror sobrenatural com uma trama literária inteligente, cheia de referências que vão agradar aos fãs mais nerds. Além disso, a colorista Ellie Wright e o letrista Jeff Eckleberry completam a equipe, garantindo uma experiência visual coesa apesar da variedade de traços. Por isso, esta edição se destaca não apenas pela história, mas pela coragem de experimentar, o que a torna um capítulo fundamental para quem acompanha as aventuras dos irmãos caçadores.
Uma Equipe Artística em Destaque
A mistura de estilos artísticos é, sem dúvida, o ponto mais comentado desta edição. Enquanto Eder Messias abre a revista com um prólogo impactante, os outros artistas assumem sequências posteriores, cada um com sua visão única. No entanto, a transição entre eles pode tirar um pouco o leitor da imersão, como mencionado na análise original da CBR. Apesar disso, o trabalho de Vincenzo Federici, conhecido por Jennifer Blood e Teenage Mutant Ninja Turtles, recebe elogios por se adaptar bem ao tom da história. Em outras palavras, a Dynamite aposta na diversidade visual, mas o resultado é um tanto irregular, levantando a discussão sobre a harmonização de estilos dentro de uma mesma narrativa.
Outro aspecto interessante é a introdução da vilã original Steff Windler, que domina tanto magia quanto tecnologia. Graças a isso, ela se torna uma ameaça versátil e imprevisível, permitindo que o roteirista explore diversos tipos de conflitos sem se prender a continuidades pré-estabelecidas. Com previsão de mais aparições, ela deve se tornar um pivô central nas próximas edições. O encontro dos Winchester com um clube do livro que também combate o mal oferece um contraponto divertido e nerdy, em uma homenagem sutil a grupos como a Mistério S.A. Dessa forma, a revista equilibra ação sanguinária com momentos de humor e autoconhecimento, mantendo o espírito da série original que conquistou milhões de fãs no Brasil e no mundo.









