Filha de Manoel Carlos faz homenagem emocionante após morte do autor

A atriz Júlia Almeida, de 43 anos, fez uma homenagem emocionante ao pai, o renomado autor Manoel Carlos, que faleceu no último sábado (10 de janeiro de 2026), aos 92 anos. Ela publicou um texto no Instagram da produtora Boa Palavra, empresa que comanda e que detém os direitos autorais do escritor. Com sua morte, o Brasil perde um dos maiores nomes da teledramaturgia, cujo legado moldou gerações com novelas que se tornaram parte da cultura popular brasileira. A notícia foi confirmada pela própria produtora, que pediu privacidade à família neste momento delicado.
Na publicação, feita na segunda-feira (12), Júlia descreveu o pai como um homem que ‘atravessou gerações com sensibilidade, inteligência e uma escuta profunda do humano’. Ela também afirmou, de forma categórica, que o legado construído por Manoel Carlos é ‘maior do que o tempo’ e que seguirá sendo perpetuado. Dessa forma, a produtora Boa Palavra manterá em atividade todos os projetos, marcas e novos trabalhos idealizados pelo autor. Maneco, como era carinhosamente chamado, estava afastado da TV desde 2014, quando escreveu ‘Em Família’, e vinha enfrentando a doença de Parkinson, recebendo cuidados especializados nos últimos anos.
O Legado de Manoel Carlos
A trajetória de Manoel Carlos é um verdadeiro patrimônio da televisão brasileira. Autor de sucessos absolutos como ‘Laços de Família’, ‘Mulheres Apaixonadas’ e ‘Páginas da Vida’, ele tinha um talento único para retratar conflitos familiares e emocionais com um olhar sensível. Por isso, sua influência vai muito além dos índices de audiência, tocando o coração de milhões de telespectadores. Seu afastamento, devido ao diagnóstico de Parkinson, não apagou sua relevância. Pelo contrário, sua obra continuou sendo celebrada e revisitada, provando a força de suas narrativas.
Com a gestão de Júlia Almeida na Boa Palavra, o compromisso é garantir que esse vasto universo criado por seu pai não se perca. Em outras palavras, os fãs podem esperar que o material e os ideais de Manoel Carlos continuem inspirando novas produções. Apesar da tristeza da perda, essa perspectiva oferece um consolo, mostrando que histórias capazes de marcar épocas têm o poder de permanecer. Assim, a memória de Maneco seguirá viva, não apenas na saudade, mas também na concretude de seu trabalho artístico.









