Gloria Rocha, diretora de dublagem de Dragon Ball Z, morre aos 94 anos

A dubladora e diretora mexicana Gloria Rocha, uma pioneira e figura lendária no setor, faleceu neste sábado, 17 de janeiro de 2026, aos 94 anos. Conhecida carinhosamente como “La Madrina” (A Madrinha), ela morreu no mesmo dia em que celebraria seu aniversário, conforme confirmado por colegas de profissão. Sua morte representa uma perda imensa para o mundo do entretenimento dublado, especialmente para o público brasileiro que cresceu assistindo às séries que ela ajudou a adaptar. Ao longo de décadas, Rocha moldou a infância e a adolescência de milhões de fãs na América Latina, graças ao seu trabalho fundamental em franquias icônicas.
Como diretora original de dublagem, ela foi a mente por trás das versões em espanhol de sucessos absolutos como “Dragon Ball Z”, “Sailor Moon” e “Slam Dunk”. No entanto, seu legado vai muito além da direção. Como atriz de voz, ela deu vida a personagens inesquecíveis para o público latino, incluindo a detetive Vilma Dinkley de “Scooby-Doo”, a Sra. Piggy do “Show dos Muppets” e a Tia May do “Homem-Aranha”. Dessa forma, sua voz e sua direção artística se tornaram parte integral da cultura pop de gerações, conectando-se profundamente com os fãs brasileiros que consumiam esses conteúdos.
Homenagens e legado de uma pioneira
A notícia de seu falecimento foi recebida com profunda tristeza e gratidão por parte da comunidade de dublagem. René García, a voz mexicana de Vegeta em “Dragon Ball Z”, expressou sua dor nas redes sociais. “Com as emoções muito confusas hoje. Te agradeço, madrinha, pelo enorme carinho que você sempre me deu”, escreveu ele. Da mesma forma, Eduardo Garza, dublador de Kuririn na mesma franquia, prestou sua homenagem. “Hoje perdemos uma grande mulher. Alguém que mudou a vida de milhões no mundo”, afirmou Garza, destacando o impacto global de seu trabalho.
Gloria Rocha entra para a história não apenas como uma talentosa profissional, mas como uma verdadeira mentora e figura materna para inúmeros dubladores que passaram por seus estúdios. Seu apelido, “La Madrina”, refletia precisamente esse papel de guia e apoio dentro da indústria. Portanto, seu legado é duradouro: vive nas vozes que ela dirigiu, nos personagens que interpretou e nas histórias que ajudou a contar para o público hispânico e, por extensão, para todos os fãs de anime e desenho animado no Brasil. A cultura geek e o mundo da dublagem perdem uma de suas vozes mais importantes e respeitadas.









