Vendas de Call of Duty despencam mais de 60% em 2025, revela ex-CEO

Call of Duty, uma das franquias de jogos mais lucrativas do mundo, enfrentou uma queda histórica em suas vendas no ano passado. A revelação veio à tona através de Bobby Kotick, o ex-CEO da Activision Blizzard, em documentos judiciais apresentados em janeiro de 2026. Kotick afirmou que as vendas da série de tiro em primeira pessoa caíram mais de 60% em 2025, se comparadas ao ano anterior. Essa informação surge no contexto de uma ação judicial movida por acionistas contra a empresa, onde o executivo defende a venda da Activision para a Microsoft por US$ 69 bilhões como uma decisão acertada diante dos problemas que se avizinhavam.
O motivo principal para essa queda vertiginosa, segundo a defesa de Kotick, é uma combinação de fatores que abalou o mercado. O lançamento de novos títulos da franquia diretamente no serviço de assinatura Xbox Game Pass teria “canibalizado” as vendas de unidades físicas e digitais, já que muitos jogadores preferem pagar uma mensalidade de cerca de R$ 100 para acessar o jogo, em vez de comprá-lo por preços que podem chegar a R$ 350. Além disso, a forte concorrência de outros jogos do gênero, como a ressurgente série Battlefield, e uma desaceleração geral nas vendas de consoles completaram o cenário desafiador para o Call of Duty.
Contestações e o Futuro da Franquia
A Microsoft, no entanto, contesta parte dessa narrativa. A empresa afirmou que “Call of Duty: Black Ops 6” foi o maior lançamento da história da franquia, embora não tenha divulgado dados de vendas concretos nem comentado sobre o desempenho do sucessor, “Black Ops 7”. Críticos também apontam que Kotick não apresentou provas sólidas para corroborar o número específico de 60% de queda. Apesar do tom alarmante, existem perspectivas de recuperação. Rumores indicam que a série pode chegar ao futuro console Nintendo Switch 2 mais cedo do que o esperado, o que ampliaria seu alcance e poderia compensar parte do impacto causado pelo Game Pass.
Dessa forma, a estratégia da Microsoft parece estar se voltando cada vez mais para um modelo focado em serviços e assinaturas, priorizando a receita recorrente em detrimento das vendas avulsas. Esse movimento reflete uma mudança de era para os jogos AAA, onde até mesmo gigantes como Call of Duty precisam se adaptar a novas realidades de mercado. A franquia, antes considerada intocável, agora navega por águas turbulentas, e o futuro de seus lançamentos premium está em xeque.








