Executiva da Sony chama Blake Lively de “terrorista” em processo judicial

Blake Lively foi chamada de “terrorista” por uma executiva da Sony Pictures, conforme revelaram documentos judiciais divulgados nesta semana. O comentário ofensivo surgiu durante as tensões no set do filme “It Ends With Us”, lançado em 2024, e veio à tona em um depoimento de setembro de 2025. A revelação faz parte do processo movido pela atriz contra o diretor e co-estrela Justin Baldoni e sua produtora, Wayfarer Studios, que deve ter uma decisão sobre seu prosseguimento ainda nesta semana. O caso, que envolve acusações de assédio sexual e retaliação, ganhou novos detalhes com a abertura dos documentos, mostrando o clima conturbado por trás das câmeras de um dos filmes mais comentados dos últimos anos.
A executiva, Andrea Giannetti, confirmou ter feito o comentário após saber que Lively ameaçou deixar o projeto a menos que uma série de exigências fosse atendida. Devido ao alto investimento da Sony no filme, que ela considerava “irreversível”, a pressão por concluir a produção gerou o desabafo. No entanto, apesar do episódio, Giannetti posteriormente enviou uma mensagem de texto elogiando o trabalho da atriz, citando o sucesso de bilheteria de 50 milhões de dólares. Essa contradição nos fatos é apenas um dos elementos complexos deste processo judicial, que deve seguir para julgamento em maio de 2026, caso o juiz assim decida.
As exigências e a retaliação
As demandas de Blake Lively, que desencadearam o conflito, incluíam a proibição de cenas íntimas improvisadas e de discussões sobre pornografia, experiências sexuais ou comentários sobre seu corpo e vida pessoal. Apesar de Baldoni e o CEO da Wayfarer, Jamey Heath, terem aceitado os termos, a atriz alega que, logo em seguida, sofreu retaliação. Em sua ação judicial, movida em dezembro de 2024, ela acusa o diretor e sua equipe de orquestrarem uma campanha difamatória para manchar sua reputação, configurando assédio sexual e retaliação.
Justin Baldoni, por sua vez, nega veementemente todas as acusações e, em novembro de 2025, pediu à justiça que arquivasse o processo. O próximo capítulo desta disputa será escrito ainda nesta semana, quando o juiz responsável decidirá se todas ou parte das alegações de Lively serão levadas a julgamento. Enquanto isso, o caso continua a levantar questões sobre o ambiente de trabalho em grandes produções de Hollywood e os limites do conflito criativo nos bastidores do cinema.









