Jujutsu Kaisen: Episódio 4 da 3ª temporada estreia na Netflix

Jujutsu Kaisen, um dos animes mais populares do momento, continua sua terceira temporada com o lançamento do quarto episódio nesta semana. O novo capítulo da série, que adapta o arco “Ataque de Shibuya”, chegou à Netflix nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, mantendo os fãs brasileiros atualizados quase simultaneamente ao Japão. A produção, no entanto, gera um debate importante dentro da indústria, pois o diretor Tomohiko Ito, conhecido por Sword Art Online, critica publicamente a tendência de criar animes pensando primeiro no público ocidental.
Devido a essa estratégia de distribuição global, plataformas como Netflix e Crunchyroll disponibilizam os episódios com legendas em português poucas horas após a exibição original. Esse acesso facilitado explica, em parte, a imensa popularidade da série no Brasil, onde a cultura otaku cresce a cada ano. No entanto, essa mesma globalização preocupa veteranos da indústria, que veem uma diluição da essência cultural japonesa nas produções atuais.
O debate por trás do sucesso global
Em entrevista ao jornal Daily Shincho, o diretor Tomohiko Ito aprofundou sua crítica. Ele argumenta que a pressão por “political correctness” e a tentativa de agradar expectativas culturais americanas podem levar os criadores à autocensura. “O foco no apelo global já levou a muitos fracassos”, afirmou Ito, destacando que o que os japoneses imaginam ser bem recebido no exterior nem sempre agrada ao público estrangeiro. Para ele, existe um risco real de se perder a identidade única dos animes, que tradicionalmente não se preocupavam em adequar seu conteúdo a sensibilidades externas.
Essa polêmica surge justamente quando Jujutsu Kaisen recebe aclamação massiva do público ocidental, um sucesso que, ironicamente, valida o modelo criticado. A série, que mistura ação sobrenatural com horror, continua disponível nas principais plataformas de streaming. Dessa forma, o debate iniciado por Ito promete ecoar pela indústria nos próximos meses, questionando o futuro da produção de animes em um mercado cada vez mais internacionalizado e sensível a diferentes culturas.









