Call of Duty reforça anti-cheat com tecnologia Azure na 2ª temporada

A Activision anunciou nesta semana um novo e robusto sistema de proteção contra trapaças para os modos ranqueados de Call of Duty: Black Ops 7 e Warzone. Com previsão de lançamento para o dia 5 de fevereiro de 2026, junto com a segunda temporada dos jogos, a medida é uma resposta direta ao problema crônico de hackers que prejudica a experiência competitiva. A empresa, por meio da equipe Ricochet, responsável pela segurança, implementará uma certificação em nuvem via Microsoft Azure, integrada a tecnologias como TPM 2.0 e Secure Boot, criando uma barreira considerada a mais forte até o momento.
Essa iniciativa surge como uma tentativa de fechar de vez as brechas que permitem a atuação de softwares ilegais, especialmente nos playlists competitivos, onde a integridade do jogo é crucial. A relevância é alta para a comunidade brasileira de jogadores, que frequentemente sofre com a presença de cheaters, comprometendo a diversão e a justiça nas partidas. Dessa forma, a Activision busca restaurar a confiança dos fãs e proteger a reputação da franquia, que é uma das mais populares no Brasil.
O funcionamento do novo sistema é complexo, mas promete ser mais proativo. Enquanto os métodos anteriores agiam de forma mais reativa, a nova barreira Azure fará uma verificação de integridade do hardware do jogador diretamente pela nuvem antes mesmo que a busca por uma partida seja iniciada. Esse processo, conhecido como atestação em nuvem, analisa hashes de segurança do TPM para detectar qualquer adulteração no sistema. Portanto, o objetivo é impedir que infratores sequer consigam entrar nas lobbies ranqueadas, elevando significativamente o nível de segurança.
O desafio constante contra os hackers
Apesar dos avanços, a batalha contra as trapaças é contínua. A equipe Ricochet, que já opera com drivers em nível de kernel (Ring 0), teve sua eficácia questionada em 2024 e 2025 devido a brechas exploradas por “cheats privados” de alta complexidade. Esses softwares avançados conseguem se passar por drivers legítimos ou utilizar hardware de acesso direto à memória (DMA), que são difíceis de detectar. No entanto, a aposta na infraestrutura da Microsoft Azure representa uma mudança de estratégia significativa, buscando uma vantagem tecnológica que possa, finalmente, colocar os desenvolvedores à frente dos criadores de fraudes.
A exigência do TPM 2.0 e do Secure Boot, padrão em PCs modernos, já é uma realidade em outras plataformas competitivas, como o FACEIT, e agora se torna parte do ecossistema de Call of Duty. Essa camada extra de segurança no hardware, combinada com a análise comportamental por IA que o Ricochet já realiza, forma um pacote de defesa multicamadas. Ainda assim, especialistas alertam que nenhum sistema é 100% inviolável, e que a evolução constante é a única forma de manter os cheaters sob controle a longo prazo.
A comunidade aguarda com expectativa a chegada da atualização em fevereiro. Se bem-sucedida, a nova “fortaleza digital” pode marcar um ponto de virada na qualidade das partidas ranqueadas, oferecendo um ambiente mais justo para todos os jogadores. A reputação da nova temporada e o futuro do cenário competitivo de Call of Duty no Brasil dependem, em grande parte, do sucesso dessa ofensiva tecnológica contra as trapaças.









