Dracula de Luc Besson vira sucesso digital após fracasso nos cinemas

Dracula, o filme de fantasia romântica de 2025 dirigido por Luc Besson, finalmente está conquistando o reconhecimento que merecia. Após uma estreia morna nos cinemas no ano passado, a produção ganhou nova vida com seu lançamento em plataformas digitais de aluguel e venda (PVOD) neste início de 2026. Protagonizado por Caleb Landry Jones no papel do famoso vampiro e pelo vencedor do Oscar Christoph Waltz como um padre à la Van Helsing, o longa-metragem subiu rapidamente nas paradas, alcançando o 9º lugar no Top 10 de filmes mundiais da Amazon em 11 de janeiro, um feito impressionante para um projeto que quase passou despercebido. Dessa forma, o filme conseguiu superar até mesmo sucessos recentes como o musical Wicked, embora ainda fique atrás de títulos como Predator: Badlands e da própria sequência Wicked: For Good.
A ascensão do filme nas plataformas digitais serve como uma reviravolta digna de nota. Isso porque, com um orçamento robusto de aproximadamente 45 milhões de euros (cerca de R$ 300 milhões), a produção arrecadou apenas US$ 28 milhões mundialmente nas salas de cinema. A razão para esse desempenho decepcionante está diretamente ligada à sua estratégia de lançamento teatral, que foi irregular e escalonada em diferentes países, o que dificultou a geração de buzz. Portanto, a janela curta entre sua exibição na Europa em 2025 e sua chegada aos cinemas norte-americanos e canadenses apenas em fevereiro de 2026 fez com que o público pudesse, de forma incomum, assisti-lo em casa primeiro.
Uma reinterpretação visual e temática do clássico
Em vez de focar nos elementos de terror tradicionais da obra de Bram Stoker, Besson optou por explorar a essência romântica da história. Com o título provisório de Dracula: A Love Tale, o diretor de O Quinto Elemento trouxe uma estética gótica francesa e imagens fantásticas, apresentando o Conde como uma figura mais simpática e trágica. Essa abordagem única dividiu a crítica especializada, mas conquistou uma parcela significativa do público. Com uma nota de 75% no Rotten Tomatoes e análises que destacam a performance “assombrosa” de Landry Jones e a trilha sonora “luxuriante” de Danny Elfman, o consenso é que o filme é uma releitura emocionalmente carregada, mesmo com um tom inconsistente.
Enquanto isso, Christoph Waltz, que também brilhou em outra produção de horror de prestígio em 2025 – o aclamado Frankenstein de Guillermo del Toro para a Netflix – entrega mais uma atuação marcante. O sucesso digital do Dracula de Besson, portanto, não apenas melhora suas perspectivas financeiras antes da estreia nos cinemas dos EUA, como também prova que, às vezes, uma segunda chance no ambiente digital pode resgatar uma obra das sombras. A versão de Besson para a lenda do vampiro já está disponível para compra ou aluguel em lojas digitais como a Amazon Prime Video.









