Crossover M3GAN vs Chucky Pode Salvar Franquia da Blumhouse

Blumhouse pode ter encontrado a fórmula para ressuscitar sua franquia M3GAN em 2026, após a decepção comercial da sequência. A produtora de terror, conhecida por apostas de baixo orçamento, estuda um crossover épico entre a boneca assassina com IA e o icônico Chucky, do universo Child’s Play. Essa estratégia surge como resposta direta ao desempenho abaixo do esperado de M3GAN 2.0, que arrecadou apenas US$ 39 milhões em 2025 contra um orçamento de US$ 25 milhões, um contraste brutal com os US$ 180 milhões do primeiro filme. A ideia é unir dois dos maiores ícones do horror moderno em uma única produção, uma jogada arriscada que, no entanto, tem histórico de sucesso financeiro no gênero.
A possibilidade ganha força devido aos direitos compartilhados dos personagens e ao momento atual de ambas as franquias. Enquanto a série Chucky da SY-FY foi cancelada no ano passado, a M3GAN precisa reconquistar o público. Uma colaboração entre a Blumhouse e a Universal Pictures, que detém os direitos cinematográficos do Chucky clássico, parece o caminho mais viável. Dessa forma, os fãs brasileiros poderiam testemunhar um duelo entre a tecnologia descontrolada e o sobrenatural malévolo, uma combinação que promete tanto sustos quanto comédia ácida.
O Desafio dos Direitos e o Relógio Biológico da Lenda
No entanto, o grande crossover enfrenta obstáculos significativos além dos financeiros. Os direitos do personagem Chucky estão divididos, com a Universal controlando a franquia original e a série, enquanto a Amazon possui os direitos do remake de 2019. Além disso, há um fator humano crucial: Brad Dourif, a voz original e alma de Chucky, está com 75 anos. Realizar um projeto dessa magnitude sem ele seria, para muitos fãs, como fazer Freddy vs. Jason sem Robert Englund. Enquanto isso, Don Mancini, criador de Chucky, trabalha em um novo projeto não revelado, o que pode abrir uma janela de oportunidade para a colaboração.
O apelo de um combate entre as duas bonecas assassinas é inegável. Por um lado, a M3GAN representa o horror high-tech e a paranoia com a inteligência artificial, temas extremamente atuais. Por outro, Chucky traz o terror sobrenatural clássico e um humor negro característico. Unir esses universos não só atrairia os fãs de ambas as franquias, como também geraria um buzz midiático enorme. A pergunta que fica é: as produtoras estão dispostas a superar as complexidades legais e logísticas para entregar esse evento ao público? Se o fizerem, podem não apenas salvar a M3GAN, como também dar um novo fôlego a uma lenda do terror que muitos achavam estar em limbo.









