Escritores processam Netflix por plágio em filme Depois do Universo

Autores processam Netflix por plágio no filme “Depois do Universo”. Eles pedem R$ 100 mil e reconhecimento de autoria.

Este artigo pode conter links de afiliados. Podemos receber uma comissão se você realizar uma compra através de nossos links, sem custos adicionais para você.

Escritores processam Netflix por plágio em filme Depois do Universo

**Escritores** brasileiros entraram com um processo contra a Netflix e dois de seus profissionais, acusando a plataforma de plágio. João Paulo de Carvalho e Lídia Bueno de Oliveira Ribeiro afirmam que o filme “Depois do Universo”, lançado em 2022 e estrelado por Giulia Be, copiou elementos centrais de seu livro “Juilliard – A Arte do Amor”. A ação, que ganhou força nas primeiras semanas de janeiro de 2026, pede uma indenização mínima de R$ 100 mil, além de lucros cessantes e um retrato público dos réus. O caso é relevante por colocar em xeque as práticas criativas de uma das maiores plataformas de streaming do mundo, especialmente após o filme ter liderado os rankings de audiência no Brasil.

Segundo os autores, a produção teria plagiado a estrutura narrativa, personagens e reviravoltas dramáticas da obra literária. Além da Netflix, os roteiristas Ana Carla Reber e Diego Henrique Dantas Freitas, que também atuou como diretor do filme, são citados como réus. A dupla de escritores apresenta dezenas de elementos à Justiça para comprovar o que chamam de “plágio estrutural”, utilizando inclusive declarações públicas do diretor que consideram “duvidosas” e reveladoras.

## Histórico de disputas e novos pedidos

Esta não é a primeira vez que Lídia e João Paulo buscam reparação na Justiça. Desde 2023, eles moveram duas ações contra a gigante do streaming, mas os processos não avançaram por motivos diversos. A ação atual, movida em 2025, parece ter mais tração, com a realização de citações e o cumprimento de prazos processuais neste início de ano. Além da compensação financeira, os autores exigem que os réus divulguem a “verdadeira autoria” do filme, tanto em suas redes sociais quanto na abertura da produção.

O diretor Diego Henrique Dantas Freitas é conhecido por outros sucessos da Netflix, como o recente “Caramelo”, o que adiciona um elemento de notoriedade ao caso. Enquanto isso, a plataforma de streaming, que costuma manter sigilo sobre processos judiciais, ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações. Dessa forma, o desfecho desta disputa pode estabelecer um precedente importante para autores nacionais e para a indústria do entretenimento digital no Brasil.