A HBO prepara uma nova versão para a origem de Severus Snape na série reboot de Harry Potter. O ator Paapa Essiedu foi escalado para o papel, tradicionalmente interpretado por Alan Rickman nos filmes. A escolha gerou polêmica nas redes, mas a produção aposta em uma abordagem narrativa que moderniza o personagem para o público de 2026.
De acordo com fontes do portal CBR, a trama dará mais peso ao trauma infantil de Snape. Diferente dos livros, onde sua amargura vinha da pobreza extrema e do desajuste social em um mundo elitista, a série adiciona uma camada racial à sua marginalização. Isso explica de forma mais concreta por que ele construiu uma barreira emocional tão rígida.
Snape como vítima do sistema social tóxico de Hogwarts
Hogwarts sempre foi retratada como um lugar de rivalidade entre casas, mas a série pretende mostrar como a hierarquia social defende privilégios hereditários. A supremacia sangue-puro é similar à aristocracia, e alunos ricos dominam o ambiente sem consequências reais. Um estudante racialmente distinto, em meio a uma sociedade obcecada por pureza, enfrenta uma forma única de exclusão.
A relação de Snape com Lily Evans ganha relevância ainda maior. A bondade genuína de Lily era o único porto seguro durante a adolescência. A perda dessa amizade, quando Lily se alinha à turma popular, deixa de ser apenas uma desilusão amorosa: torna-se o colapso de seu único abrigo emocional. Os fãs sabiam que parte da alma de Snape morreu com Lily; a série mostrará isso de maneira visceral.
A produção deve explorar os anos 1970 do mundo bruxo, mostrando como Snape forjou a identidade do Príncipe Mestiço como estratégia de sobrevivência. A HBO promete uma abordagem que torna o personagem mais compreensível, sem perder a complexidade entre vilania e redenção.