Documentário ‘Cantando pras Cadeiras’ brilha em festivais internacionais

O documentário ‘Cantando pras Cadeiras’, dirigido pelo cineasta prudentino Vicentini Gomez, conquistou o circuito internacional de festivais no início de 2026, colecionando prêmios em quatro continentes diferentes. Com 98 minutos de duração, o filme mergulha na vida de artistas independentes que buscam sobreviver através da música em espaços alternativos, como bares, praças e ruas. A produção, realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo de São Paulo, ganhou destaque entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano, mostrando a relevância de narrativas que valorizam a cultura fora dos grandes centros.
A obra se destaca por construir um retrato sensível e direto de um universo muitas vezes invisível, alternando entre humor, emoção e reflexão nos depoimentos. Filmado em cidades do interior e da capital paulista, como Presidente Prudente, Ribeirão Preto e Campinas, o documentário reúne histórias de persistência e criação. Dessa forma, ele revela o cotidiano marcado por afetos e frustrações de quem insiste em fazer arte, oferecendo um olhar humano e necessário sobre a cena musical independente brasileira.
Uma produção com DNA paulista
Com roteiro e direção assinados por Vicentini Gomez, a produção contou com uma equipe dedicada, incluindo assistência de direção de Diaulas Ullysses e Vera Barbosa. A direção de arte ficou a cargo de Veridiana Carvalho, enquanto os figurinos foram criados por Madalena Machado. A pós-produção, realizada por Hugo Caserta, e a produção de Toni Gonçalves, com realização da Ilumina Serviços Culturais, foram fundamentais para dar vida ao projeto. Além dos músicos, o filme também traz perspectivas de empresários e produtores culturais, enriquecendo a narrativa com múltiplos olhares sobre o mesmo ecossistema.
Graças ao sucesso em festivais pelo mundo, a produção agora negocia seu lançamento em plataformas de streaming e em um circuito comercial de salas de cinema para o segundo semestre de 2026. Portanto, em breve, o público brasileiro poderá assistir a essa celebração da resistência artística de forma mais acessível. O filme segue em circulação por festivais, provando que histórias genuínas e bem contadas, mesmo com orçamentos enxutos, têm o poder de cruzar fronteiras e emocionar plateias globais.









