Documentário da Netflix revela trauma e reconstrução de Elizabeth Smart

Elizabeth Smart, sobrevivente de um dos sequestros mais notórios dos Estados Unidos, protagoniza um novo documentário da Netflix que revisita seu trauma e sua jornada de reconstrução. Intitulado Kidnapped: Elizabeth Smart, o filme, disponível desde janeiro de 2026, traz entrevistas inéditas e reflexões profundas da própria Elizabeth sobre os nove meses de cativeiro que sofreu em 2002, quando tinha apenas 14 anos. O caso, que chocou a comunidade mórmon de Salt Lake City, Utah, é revisitado não apenas como um relato criminal, mas como uma análise sobre culpa, fé e superação.

A produção detalha como o sequestro, seguido de violência sexual nas mãos de Brian David Mitchell e Wanda Barzee, forçou Elizabeth a reexaminar os ensinamentos religiosos de sua criação. Devido ao trauma, ela enfrentou um profundo sentimento de solidão e vergonha, sentimentos que, como resultado do silêncio social da época, a fizeram se sentir isolada mesmo após o resgate. Dessa forma, o documentário ganha relevância atual ao abordar temas como abuso, saúde mental e a importância de conversas abertas sobre violência sexual.

Em entrevistas exclusivas, Elizabeth Smart revela que as lições sobre “não ter sexo antes do casamento” nunca vieram acompanhadas de uma discussão sobre a diferença entre intimidade consensual e estupro. “Eu sentia muita vergonha e me sentia suja”, afirma ela no documentário. Além disso, ela descreve como interrogatórios pós-resgate conduzidos por homens religiosos a re-traumatizaram, já que seu sequestrador também distorcera a fé para justificar a crueldade. No entanto, como adulta, ela buscou suas próprias respostas, mantendo apreço por alguns ensinamentos, mas adotando uma postura mais crítica: “até eu sentir que sei por mim mesma, não acredito mais em nada que me vendem”.

Rompendo o ciclo do silêncio

Determinada a romper o ciclo do estigma, Elizabeth Smart agora prioriza conversas abertas com seus próprios filhos. Ela ensina sobre empoderamento, auto-defesa e usa os nomes corretos das partes do corpo, sem associá-los a culpa ou vergonha. Sua intenção é clara: garantir que as crianças saibam que sua segurança é prioridade, que têm direito à sua própria agência e que seu apoio é incondicional. “Se eles precisarem se defender, eu sempre os apoiarei”, enfatiza. Dessa forma, sua história transcende o caso criminal e se torna um poderoso testemunho sobre resiliência e educação.

O documentário Kidnapped: Elizabeth Smart serve, portanto, não apenas como um registro histórico, mas como um instrumento para fomentar diálogos necessários. Ao compartilhar sua experiência de forma tão crua, Elizabeth oferece uma luz para outras vítimas e redefine sua própria narrativa, longe do papel de vítima e na posição de sobrevivente e agente de mudança. A produção chega em um momento em que discussões sobre abuso e saúde mental ganham cada vez mais espaço, reforçando a importância de se falar abertamente sobre traumas para quebrar ciclos de silêncio e sofrimento.

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