Dragon Ball Z: Kakarot Daima Parte 2 chega com combate mais difícil, mas decepciona fãs

Dragon Ball Z: Kakarot recebeu, em janeiro de 2026, o capítulo final da sua expansão Daima. Desenvolvido pela CyberConnect2 e publicado pela Bandai Namco, o conteúdo “Aventura no Reino Demoníaco – Parte 2” encerra a história inspirada na série animada Dragon Ball Daima. Este lançamento é altamente relevante para os fãs brasileiros porque representa a conclusão de uma saga paga de alto custo, que prometia entregar experiências e transformações aguardadas há mais de um ano. No entanto, a celebração é parcial, já que algumas decisões de design frustraram a comunidade.
A nova DLC, disponível agora para PlayStation, Xbox e PC, coloca os jogadores novamente no controle de Goku e Vegeta em suas versões “Mini”. A missão é avançar nas profundezas do Reino Demoníaco para o confronto final contra o Rei Gomah. Graças a um combate mais desafiador e um ritmo narrativo acelerado, a experiência inicial é envolvente. Por outro lado, a gestão das recompensas mais aguardadas se mostrou problemática, o que gerou críticas entre os jogadores que investiram no pacote premium.
Super Saiyan 4 e 3 chegam, mas somem após a batalha
Um dos pontos mais aguardados da Parte 2 era a introdução das transformações Super Saiyan 4 para Goku e Super Saiyan 3 para Vegeta em suas formas adultas. No entanto, a CyberConnect2 tomou uma decisão que desapontou muitos fãs: essas formas poderosas estão disponíveis apenas durante as batalhas de chefão específicas da campanha principal. Após a conclusão desses confrontos, as transformações desaparecem e não podem ser desbloqueadas de forma permanente para uso livre no jogo base ou no modo pós-campanha.
Essa escolha foi considerada miope pela comunidade, especialmente porque o pacote Daima tem um preço considerável em reais e sua conclusão foi aguardada por um longo período. Dessa forma, os jogadores sentem que os ativos mais icônicos da expansão foram tratados como conteúdo “descartável”, sem valor de longo prazo em um jogo que sempre priorizou a progressão e a personalização do poder dos personagens.
Combate mais difícil e mundo mais linear
Em termos de jogabilidade, a Parte 2 eleva a dificuldade de forma perceptível. Os inimigos exigem mais precisão nas esquivas, no gerenciamento de Ki e no uso de habilidades especiais. Os chefes, por sua vez, possuem padrões de ataque mais complexos e fases múltiplas, oferecendo um teste digno até para os jogadores mais experientes de Kakarot. Enquanto isso, a exploração do Reino Demoníaco ficou mais contida. As novas áreas são mais lineares e funcionam como corredores para a narrativa, com menos espaço para descobertas opcionais se comparado à Parte 1 da expansão.
A conclusão de todas as missões principais e secundárias do DLC leva cerca de quatro horas, o que o classifica como um conteúdo robusto, porém não extenso. Tecnicamente, o jogo mantém o visual colorido e fiel ao anime que sempre foi seu ponto forte, mesmo que o motor gráfico já mostre sua idade em alguns detalhes. No final das contas, “Aventura no Reino Demoníaco – Parte 2” entrega um fechamento narrativo sólido e combates emocionantes, mas deixa uma sensação de oportunidade perdida ao não capitalizar de forma permanente suas adições mais marcantes.









