Steal: Sophie Turner brilha em thriller financeiro cheio de reviravoltas

Steal, a nova série de thriller financeiro que estreou em janeiro de 2026, coloca a estrela de Game of Thrones Sophie Turner no centro de um assalto bilionário cheio de reviravoltas. A trama, que já está disponível em streaming, acompanha Zara Dunne (Turner), uma funcionária de uma gestora de fundos de pensão em Londres que se vê no meio de um sequestro armado em seu local de trabalho. No entanto, a situação rapidamente se revela muito mais complexa, transformando-se em uma meditação inteligente sobre a ganância no mundo das finanças. Por isso, a série promete agradar tanto fãs de ação quanto quem busca uma crítica social afiada.
O elenco também conta com Archie Madekwe e Eloise Thomas, enquanto a investigação policial fica a cargo do detetive Rhys Kovac, vivido por Jacob Fortune-Lloyd. Com roteiro de estreia de Sotiris Nikias, a produção de seis episódios mantém um ritmo alucinante desde o primeiro momento, graças a uma narrativa que equilibra suspense financeiro com cenas de tensão visceral. Dessa forma, Steal se destaca não apenas como entretenimento, mas como um comentário relevante sobre a concentração de riqueza e os sistemas financeiros opacos que dominam a atualidade.
Um Assalto que Vai Além do Dinheiro
A premissa começa de forma clássica: ladrões mascarados invadem um escritório para forçar transações fraudulentas no valor de bilhões de libras. No entanto, o roteiro logo subverte as expectativas com uma reviravolta já no final do primeiro episódio, revelando que Zara pode estar mais envolvida do que aparenta. A série, então, embarca em uma jornada repleta de camadas de decepção e alianças voláteis, explorando as motivações por trás do crime. Além disso, os vilões são retratados como figuras inteligentes e tecnologicamente avançadas, usando próteses faciais para enganar softwares de reconhecimento, o que adiciona um toque de realismo à trama.
Enquanto seu colega Luke (Madekwe) se desfaz sob pressão, Zara demonstra uma resiliência feroz, moldada por um passado difícil com sua mãe alcoólatra, vivida por Anastasia Hille. Turner entrega uma performance contida e poderosa, fazendo o público torcer por sua personagem, que é mais uma terrier encurralada do que uma super-heroína. Apesar do ritmo acelerado, a série encontra espaço para reflexão, questionando a ética de um sistema onde uma minoria aposta com o dinheiro de muitos e colhe recompensas desproporcionais. Em outras palavras, Steal usa o gênero do assalto para fazer uma pergunta urgente: o que acontece quando o ressentimento social atinge o ponto de ebulição?
Com uma direção que mantém o suspense do início ao fim, a série é um exemplo bem-sucedido de como unir entretenimento de alta octanagem com substância temática. Portanto, Steal se consolida como uma das estreias mais eletrizantes de 2026, oferecendo não apenas uma trama cativante, mas também um espelho perturbador das dinâmicas de poder e dinheiro que definem nossa era. Assim, a produção deixa claro que, no mundo financeiro moderno, as maiores ameaças nem sempre vêm de fora, mas podem estar profundamente enraizadas dentro do próprio sistema.









