Final de The Fated Magical Princess Deixa Fãs Confusos com Mudanças na Adaptação

The Fated Magical Princess: Who Made Me a Princess chegou ao seu episódio final neste início de 2026, deixando uma sensação de perplexidade entre os fãs. A série, que adapta o popular manhwa coreano, encerrou sua primeira temporada com escolhas narrativas consideradas confusas pelos espectadores. Protagonizada por Athanasia, a história acompanha sua luta para conquistar o amor de seu pai, o imperador Claude, e entender seu legado como filha da feiticeira Diana. Com exibição exclusiva na Crunchyroll, o desfecho levantou questões sobre a direção criativa da produção, já que os roteiristas optaram por inserir elementos originais e modificar a estrutura da trama em cima da hora.
A decisão mais impactante, e também a mais criticada, foi a retirada do elemento isekai (transporte para outro mundo) e sua substituição por um loop temporal revelado apenas no final. Essa mudança, embora dê um papel maior à personagem Diana, parece desconectada do resto da narrativa. Além disso, o arco de amnésia do material original foi reapresentado de forma apressada, enquanto personagens secundários importantes, como Jennette e Ezekiel, foram deixados de lado sem um desenvolvimento adequado. Por isso, o episódio final, apesar de visualmente deslumbrante, gera a impressão de um trabalho incompleto e sem um plano claro, especialmente sem um anúncio oficial de uma segunda temporada para resolver essas pontas soltas.
Beleza Visual e Metáforas em Meio ao Caos Narrativo
Apesar das críticas à estrutura, o episódio final é elogiado por sua força visual. O uso recorrente de borboletas serve não apenas como um elemento estético marcante, mas também como uma metáfora poderosa para a jornada de Athanasia. Dessa forma, a personagem finalmente rompe o casulo de seus sonhos e medos, abraçando plenamente sua magia e seu papel como filha de Diana para guiar Claude para fora de sua própria escuridão. Neste momento de transformação, a obsessão do pai pelo passado se torna uma ferramenta de cura, mostrando que Athy pode ser sua própria pessoa e encontrar felicidade, ainda que a sombra da mãe sempre esteja presente.
No entanto, a satisfação com essa conclusão simbólica é ofuscada pelas muitas perguntas sem resposta. A série não esclarece adequadamente o papel do Duque Alpheus no conflito principal, nem explora a identidade de Jennette dentro do novo loop temporal. Ezekiel, que teve vários episódios dedicados ao seu relacionamento com Athy, acaba parecendo um personagem descartável no desfecho. Em outras palavras, a sensação que fica é a de uma festa que terminou com a casa bagunçada, deixando os convidados responsáveis pela limpeza. A produção, que começou de forma tão promissora, parece ter vacilado em seu curso final, criando uma mistura de original e adaptação que desagradou uma parte do público.
A grande esperança agora é que os estúdios anunciem uma segunda temporada para corrigir o rumo e aprofundar os arcos inacabados. Afinal, Athanasia e seu universo rico em magia e drama familiar merecem um tratamento mais coeso. Enquanto isso, os fãs mais descontentes podem sempre voltar aos manhwas originais para reviver a história como foi inicialmente concebida. A jornada de Athy pode ter tido um final conturbado na tela, mas seu legado como uma heroína cativante permanece intacto.









