Games Workshop proíbe IA no design do Warhammer 40K para valorizar criadores

A Games Workshop, a gigante britânica dona da franquia Warhammer 40K, tomou uma decisão firme neste começo de 2026. Em seu mais recente relatório financeiro, o CEO Kevin Rountree anunciou que a empresa não permitirá o uso de Inteligência Artificial em seus processos criativos de design. Esta medida, que já está em vigor, visa proteger e respeitar o trabalho dos artistas e designers humanos da empresa, descritos por Rountree como pessoas “talentosas e apaixonadas”. O anúncio surge em um momento em que o uso de IA generativa gera debate na indústria, posicionando a Games Workshop de forma contrária a tendências adotadas por outros estúdios.
A proibição, no entanto, não é total. Kevin Rountree explicou que a companhia mantém uma postura “muito cautelosa” internamente. Enquanto isso, ela não vai impedir que seus funcionários estudem a tecnologia por conta própria. A política da empresa é clara: nada de conteúdo gerado por IA em competições oficiais ou no desenvolvimento de novas facções, miniaturas e materiais narrativos. Dessa forma, a Games Workshop busca proteger a essência artesanal e única do universo Warhammer, um patrimônio construído ao longo de décadas por seus criadores.
Um posicionamento claro em um mar de incertezas
O CEO foi direto ao falar com os investidores. Apesar de haver alguns “especialistas” em IA dentro da empresa, Rountree afirmou que ninguém está “muito animado” com a tecnologia no momento. Esta posição firme se destaca no setor, especialmente quando empresas como a CD Projekt Red (CDPR) já implementam ferramentas de IA em áreas de produtividade. Por outro lado, a decisão da Games Workshop reflete um compromisso tangível com a autoria humana, algo que ressoa fortemente com sua base de fãs, conhecida por valorizar profundamente a lore e o artesanato por trás das miniaturas.
O histórico da empresa com acusações envolvendo IA, principalmente em ações contra miniaturas piratas, torna esta declaração ainda mais significativa. Ao banir a ferramenta de seu próprio processo criativo, ela reforça a autenticidade de seu produto final. Portanto, os fãs brasileiros e de todo o mundo podem esperar que o futuro do Warhammer 40K, das campanhas épicas aos detalhes das miniaturas, continue sendo forjado pela criatividade humana. Em um cenário de rápidas mudanças tecnológicas, a empresa escolheu apostar na irreplicabilidade do talento de seus artistas.









