Geostorm, fracasso de bilheteria de 2017, domina streaming gratuito em 2026

Geostorm, o blockbuster de desastre estrelado por Gerard Butler e considerado um fracasso de bilheteria e crítica em 2017, está vivendo um renascimento surpreendente neste início de 2026. O filme, que custou cerca de US$ 120 milhões (mais de R$ 600 milhões na cotação atual) e arrecadou apenas US$ 221 milhões globais, garantiu um lugar no Top 10 do Tubi, uma popular plataforma de streaming gratuita. Enquanto isso, o público brasileiro redescobre a trama apocalíptica sobre uma rede de satélites que se volta contra a Terra, demonstrando como o acesso livre pode reescrever o legado de um projeto ambicioso.
A ascensão na lista de mais assistidos acontece precisamente em janeiro de 2026, com o filme ocupando a quinta posição geral. Dessa forma, Geostorm superou títulos consagrados como ‘O Quinto Elemento’ e ‘Jumanji’, mostrando um apelo inesperado quase uma década após seu lançamento original. Esse fenômeno é relevante porque destaca uma tendência do consumo moderno: produções que não performaram bem nos cinemas frequentemente encontram seu público definitivo nas plataformas digitais, onde o custo zero para o espectador remove uma grande barreira.
O paradoxo de Geostorm: crítica ruim, público curioso
Apesar do desempenho comercial modesto para seus padrões na época e de notas baixíssimas em agregadores como Rotten Tomatoes (18% da crítica), o longa dirigido por Dean Devlin agora cativa novos fãs. A trama, que coloca Gerard Butler como um cientista tentando salvar o planeta de catástrofes climáticas induzidas por tecnologia, parece ressoar com o público atual. Além disso, a presença de um elenco de peso, com nomes como Ed Harris e Andy García, agrega valor à experiência de streaming gratuita, oferecendo um espetáculo visual de grande orçamento sem custo algum para o assinante.
E o que Gerard Butler faz hoje?
Enquanto Geostorm encontra novo fôlego, Gerard Butler segue firme no gênero de ação. O ator, que também deu vida ao líder Stoick, o Vasto, na versão live-action de ‘Como Treinar o Seu Dragão’ em 2025, tem projetos em andamento. Ele deve reprisar seu papel no aguardado ‘Den of Thieves 3’, atualmente em pré-produção, continuando a franquia policial de sucesso. Portanto, a redescoberta de Geostorm serve não apenas como um curioso capítulo na história do streaming, mas também como um lembrete da trajetória resiliente de seu protagonista, que continua a conquistar plateias com filmes de grande impacto.
Assim, a jornada de Geostorm é um caso clássico de como a era do streaming pode alterar definitivamente a percepção sobre um filme. O que foi um desastre de bilheteria há nove anos se transforma, em 2026, em um sucesso de audiência acessível a qualquer brasileiro com uma conexão à internet. Essa segunda chance, possibilitada por plataformas gratuitas como o Tubi, prova que o valor final de uma produção cinematográfica é, cada vez mais, definido pelo público – e não apenas pela bilheteria ou pelos críticos.









