Glitter & Gold: Ice Dancing: Série da Netflix mostra drama olímpico

Glitter & Gold: Ice Dancing, a nova série documental da Netflix, oferece um olhar íntimo e dramático sobre o mundo da dança no gelo às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. A produção, que estreia globalmente em 1º de fevereiro de 2026, acompanha três duplas de elite em sua busca pela medalha de ouro, explorando os sacrifícios, os relacionamentos complexos e a intensa pressão por trás de um dos esportes mais artísticos e subjetivos das Olimpíadas. Dirigida por Kate Walsh e produzida pela mesma equipe por trás do aclamado Simone Biles Rising, a série promete contextualizar emocionalmente a competição para os espectadores.
O foco narrativo está nas histórias humanas e nos vínculos que definem a modalidade. A diretora Kate Walsh estabeleceu desde o início que o tema central seria “relacionamentos, relacionamentos, relacionamentos”, uma tese que guia a abordagem do documentário. Dessa forma, a série não se limita a mostrar os treinos extenuantes e as viagens internacionais, mas mergulha na dinâmica única entre os parceiros, sejam eles casais na vida real ou duplas platônicas unidas pelo sonho olímpico. A dança no gelo, descrita pelo ex-patinador olímpico Adam Rippon como uma “novela em ação ao vivo”, se revela um esporte onde a química fora do gelo é tão crucial quanto a técnica sobre ele.
As Duplas em Busca da Glória
Entre os protagonistas estão os favoritos ao ouro, os norte-americanos e casais na vida real Madison Chock e Evan Bates. Campeões mundiais três vezes consecutivas, eles carregam a expectativa de conquistar sua primeira medalha olímpica juntos como dupla, precisando equilibrar a pressão esportiva com a vida matrimonial. Do Canadá, Piper Gilles e Paul Poirier buscam finalmente subir ao pódio olímpico em sua terceira participação nos Jogos, superando tragédias familiares e desafios de saúde com uma apresentação marcada por estilo e musicalidade única.
No entanto, o grande elemento de suspense vem da França, com o retorno de Guillaume Cizeron, considerado um dos maiores dançarinos no gelo de todos os tempos. Após se aposentar após conquistar o ouro em 2022, Cizeron retorna ao gelo com uma nova parceira, Laurence Fournier Beaudry, que precisou obter a cidadania francesa para competir ao seu lado. Esse retorno, conforme admitido pelo próprio rival Evan Bates, tornou o caminho para o ouro muito mais difícil e imprevisível, adicionando uma camada extra de drama à disputa.
A série serve como um prelúdio emocional para os Jogos, com a competição por equipes começando em 6 de fevereiro e os eventos individuais de dança rítmica e dança livre ocorrendo em 9 e 11 de fevereiro, respectivamente. Ao dar rosto e história aos atletas, Glitter & Gold: Ice Dancing transforma momentos esportivos em capítulos de uma narrativa maior, na qual o público já estará investido. Portanto, mais do que um documentário esportivo, a produção se afirma como um estudo profundo sobre dedicação, arte e os laços humanos que sustentam a busca pela excelência no cenário esportivo mais pressionante do mundo.








