GOG mantém política anti-DRM em 2026, mesmo perdendo publishers

DRM (Digital Rights Management) continua sendo um tema quente no mundo dos jogos digitais, e a plataforma GOG reafirmou sua posição contrária a essa tecnologia no início de 2026. O fato principal é que a loja, conhecida por seu catálogo de jogos sem DRM, mantém sua filosofia inabalável mesmo sob nova liderança: o retorno de Michał Kiciński, co-fundador da CD Projekt Red e criador original da GOG. A decisão, anunciada nesta terça-feira (13), é um posicionamento claro da empresa, que acredita que a proteção anticópia só complica a vida de quem compra os jogos de forma legal. Por isso, a GOG aceita perder negócios com grandes publishers que insistem no uso de DRM, focando em um nicho de mercado que valoriza a propriedade permanente e a liberdade do jogador.
Como resultado dessa política, Kiciński revela que algumas empresas evitam a plataforma, já que colocar seus jogos na GOG significaria abrir mão do DRM. No entanto, ele não vê isso como um prejuízo total. “Perdemos alguns, ganhamos outros”, afirmou o executivo em entrevista. Além disso, ele argumenta que muitos desenvolvedores escolhem justamente trabalhar com a GOG por causa dessa filosofia. Dessa forma, a estratégia da empresa para este ano não é competir de frente com a Steam pelo volume de lançamentos AAA, mas sim aprimorar sua oferta única para um público específico que rejeita restrições digitais.
Uma filosofia posta em prática
A convicção da GOG vem da experiência prática. Kiciński citou o caso de The Witcher 2, publicado pela Bandai Namco, como um exemplo. Na época, mesmo após o jogo ter sido pirateado, a publicadora insistiu no uso de DRM, o que gerou descontentamento na CD Projekt Red. A desenvolvedora polonesa até enfrentou ações legais por remover a proteção posteriormente. Essa vivência fortaleceu a crença de que o DRM não é uma solução eficaz contra a pirataria, servindo mais como uma exigência dos detentores dos direitos. Em outras palavras, a GOG prefere confiar no consumidor e oferecer uma experiência superior, com suporte a mods e downloads sem conexões obrigatórias, em vez de impor barreiras.
Portanto, os jogadores que buscam títulos como Skyrim, Fallout: New Vegas ou No Man’s Sky sem qualquer tipo de amarra digital continuarão encontrando um porto seguro na GOG. Ainda assim, é importante notar que o catálogo da plataforma não compete em quantidade com o da gigante Steam, faltando muitos lançamentos das grandes publishers. A mensagem final, no entanto, é clara: em janeiro de 2026, a GOG dobra a aposta no que a tornou especial, apostando que um público fiel e engajado vale mais do que ceder em seus princípios fundamentais. O futuro dirá se essa aposta continuará dando certo.









