Made in Korea: Final explica destino de Geon-yeong e império de Ki-tae

Made in Korea, a série coreana de suspense político que cativou o público brasileiro no catálogo da Disney+, chegou ao seu capítulo final nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026. O desfecho, que já está disponível para streaming, responde às grandes perguntas que movimentaram a trama: o procurador incorruptível Jang Geon-yeong está vivo, enquanto o ambicioso operador da KCIA, Baek Ki-tae, não apenas sobrevive como vê seu império de drogas crescer e conquista o cargo de diretor-geral da agência. A revelação é crucial para os fãs, pois fecha um ciclo intenso de conspirações e, ao mesmo tempo, prepara o terreno para a segunda temporada, já confirmada para o final deste ano.
O final da temporada desenrola-se em um jogo complexo de poder e traição. Geon-yeong, cuja morte nas ruas foi forjada, recusa-se a colaborar com os esquemas de Ki-tae e busca justiça por meios próprios, mesmo após ser humilhado e ter seu passado familiar exposto. Por outro lado, Ki-tae consolida sua rede criminosa, assegurando apoio político e alianças com a Yakuza japonesa. Dessa forma, a narrativa mostra como a corrupção sistêmica pode proteger os que estão no topo, um tema que ressoa com discussões globais sobre poder e impunidade.
Os Detalhes do Confronto Final e o Preço da Ambition
O clímax da série é marcado por cenas de alta tensão. Com a ajuda inesperada de Hak-soo, Geon-yeong invade a sede da KCIA com um mandado para prender Ki-tae. No entanto, a intervenção do poderoso Cheon garante a libertação imediata do operador. Enquanto isso, Ki-tae viaja para o Vietnã para fechar um grande acordo com fornecedores, sem saber que seu próprio irmão, Ki-hyun, o observa em uma operação de vigilância. A explosão de uma bomba no local do encontro serve como ponto de ruptura definitivo entre os irmãos, levando Ki-hyun a cortar todos os laços familiares.
O desfecho individual dos personagens é tão impactante quanto o conflito central. Dae-il, movido pelo amor, comete suicídio durante um interrogatório para proteger So-yeong. A irmã de Ki-tae, agora grávida do filho de Dae-il, passa a trabalhar para o irmão. Geon-yeong, apesar de vivo e determinado, termina a temporada preso e impotente, vendo Ki-tae ascender ao posto máximo da KCIA. Essa vitória aparente, no entanto, é envenenada pela solidão e pela insaciável ambição do protagonista, que promete buscar ainda mais poder.
Com a produção da segunda temporada já em andamento para estreia no final de 2026, a série deixa um legado de perguntas. A nova fase provavelmente explorará os desafios de Ki-tae para manter seu cargo sob cerco de novos e velhos inimigos. A sobrevivência de Geon-yeong também abre um leque de possibilidades, sugerindo que ele pode retornar com uma estratégia renovada ou com aliados mais poderosos. Portanto, o final de “Made in Korea” não é um ponto final, mas uma promessa de que a batalha entre essas duas visões de justiça está longe de acabar.








