Metroid Prime 4: Beyond é incrível, mas tem falhas frustrantes

Metroid Prime 4: Beyond finalmente chegou ao Nintendo Switch 2 neste dezembro de 2025, encerrando uma espera de quase duas décadas pela caçadora espacial Samus Aran. Após um desenvolvimento conturbado que envolveu a retomada do projeto pela Retro Studios, o jogo prometia recapturar a magia dos clássicos em 3D. A missão é clara: explorar o planeta Viewros, usar novas habilidades psíquicas e pilotar a poderosa moto Vi-O-La para enfrentar ameaças alienígenas. No entanto, a pergunta que pairava era se o título justificaria a longa expectativa. A resposta, após análises como a que você lê agora, é um misto de grande celebração e pequenas decepções, revelando um jogo excelente que, ainda assim, peca em alguns detalhes cruciais.
O lançamento é um dos mais aguardados do ano para os fãs brasileiros de Nintendo, graças ao legado da série e ao sucesso do Metroid Prime Remastered em 2023. A trama coloca Samus mais uma vez em um planeta hostil, mas desta vez ela conta com a companhia ocasional de soldados da Federação, que trazem um novo dinamismo às suas aventuras solitárias. Dessa forma, a experiência se equilibra entre a atmosfera isolada clássica e momentos de ação mais cinematográfica. Como resultado, temos um jogo que brilha no essencial, mas que, devido a problemas de design pontuais, nem sempre atinge a perfeição almejada após tanto tempo.
Entre o Gelo e a Frustração: A Jogabilidade de Beyond
A jornada em Viewros é, na maior parte do tempo, uma delícia. O combate é extremamente satisfatório e fluido, especialmente com os controles de movimento e a opção de mira similar a mouse no Switch 2. Além disso, os visuais são deslumbrantes e a adição da moto Vi-O-La é um acerto absoluto, trazendo uma nova camada de mobilidade e diversão. No entanto, algumas decisões de design quebram a imersão. Os poderes psíquicos, por exemplo, podem ser desnecessariamente complicados, exigindo uma sequência de passos tediosa para funções básicas, como usar uma bomba telecinética. Essa complexidade desnecessária contrasta com a jogabilidade primária, que é tão polida.
Essa inconsistência fica ainda mais clara em certos desafios de combate. Em uma seção no Cinturão de Gelo, por exemplo, o jogador pode enfrentar uma revoada de criaturas lupinas sem uma orientação clara sobre a solução, levando a tentativas, erro e frustração. Enquanto isso, a narrativa também parece indecisa. O vilão Sylux acaba sendo subutilizado, e o próprio arco de Samus parece hesitar entre evoluir a personagem e manter o tradicional silêncio emblemático. Portanto, temos um produto com identidade dividida: uma obra-prima em potencial que carrega o peso de suas próprias ambições e do legado que precisa honrar.
Veredito Final: Uma Volta Triunfante, mas com Ressalvas
Metroid Prime 4: Beyond é, sem dúvida, um ótimo jogo e uma volta triunfante para Samus em um console de nova geração. A exploração em primeira pessoa, o level design inteligente e a sensação de ser a Caçadora de Recompensas estão todos presentes e melhorados. Ainda assim, é impossível ignorar os momentos de frustração causados por encontros mal calibrados e mecânicas pouco intuitivas. Para os fãs brasileiros que esperaram tanto, a experiência será majoritariamente gratificante. No entanto, fica a sensação de que, com um polimento final mais rigoroso, este poderia ter sido não apenas um grande jogo, mas um título definitivo da era Switch 2. Dessa forma, Samus prova que ainda tem muito fôlego, mesmo que sua jornada mais recente não seja completamente imune a tropeços.









