De Capitão Nascimento a dono de Hollywood: a ascensão imparável de Wagner Moura

Esqueça aquela velha história do ator brasileiro que vai para os Estados Unidos fazer ponta de figurante ou viver o estereótipo do “latino sedutor”. Wagner Moura chutou essa porta com os dois pés. O eterno Capitão Nascimento não está apenas “tentando” uma carreira internacional; ele já se consolidou como um dos nomes mais respeitados da indústria global.
O ponto de virada definitivo aconteceu recentemente com “Guerra Civil” (Civil War), superprodução da A24. Moura não estava lá para cumprir cota. Ele co-protagonizou o longa ao lado de Kirsten Dunst, entregando uma performance visceral como um jornalista de guerra calejado. O filme liderou as bilheterias americanas, algo raríssimo para um elenco liderado por um sul-americano.
O efeito Pablo Escobar
Claro que o caminho foi pavimentado muito antes. Quando a Netflix apostou nele para viver Pablo Escobar em “Narcos”, muita gente torceu o nariz pelo sotaque. O resultado? Uma indicação ao Globo de Ouro e o reconhecimento mundial. Ali, Hollywood entendeu que o baiano não estava para brincadeira. Ele engordou, aprendeu espanhol do zero e entregou uma das atuações mais icônicas do streaming.
Fugindo de rótulos
O grande trunfo de Moura é a inteligência na escolha dos papéis. Ele recusou ficar preso em papéis de traficante ou vilão genérico. Veja sua participação em “Sr. e Sra. Smith” (a série da Amazon) ou a dublagem aclamada do Lobo em “Gato de Botas 2”. Ele transita entre o drama pesado, a ação e a animação com a mesma facilidade com que comandava o BOPE.
Além de atuar, ele já mostrou a que veio na direção com “Marighella”, provando que tem voz autoral. Hoje, Wagner Moura senta na mesa dos adultos em Los Angeles. Ele trabalha com diretores de elite como Alex Garland e os Irmãos Russo (de Vingadores).
O Brasil ficou pequeno para o talento dele, mas a essência continua ali. Wagner Moura é a prova viva de que talento bruto, quando somado a estratégia e muito estudo, quebra qualquer barreira linguística ou cultural. Hollywood já sabe quem ele é. Agora, resta ao mundo apenas aplaudir.









