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Netflix cancela Alice in Borderland após 3ª temporada com 25 milhões de espectadores

A Netflix confirmou, nesta segunda-feira (26), o cancelamento definitivo da série japonesa Alice in Borderland. A plataforma de streaming decidiu encerrar a produção após a terceira temporada, que foi lançada em 2025, apesar do enorme sucesso de audiência. O anúncio foi feito de forma discreta, sem uma grande campanha de divulgação, e pegou muitos fãs de surpresa. A decisão é considerada inesperada, já que a temporada mais recente atraiu um público massivo e deixou um gancho narrativo claro para continuar a história.

De acordo com dados oficiais divulgados pela própria Netflix, a terceira temporada da série foi assistida por impressionantes 25 milhões de contas entre julho e dezembro de 2025. Apesar de reconhecer esse desempenho excepcional, a empresa optou por não renovar a série para uma quarta temporada. Como a plataforma não explicou os motivos concretos para o fim, teorias começaram a circular entre os fãs e a imprensa especializada. A principal delas aponta para o aumento nos custos de produção, já que os atores principais, como Kento Yamazaki e Tao Tsuchiya, se tornaram estrelas muito mais valorizadas e requisitadas após o sucesso da série.

O desejo do elenco e o silêncio da Netflix

O cancelamento é ainda mais curioso quando se considera o desejo expresso do elenco em continuar. Em setembro de 2025, o protagonista Kento Yamazaki já havia declarado publicamente sua vontade de retornar ao papel de Arisu, caso novas histórias fossem desenvolvidas. No entanto, a Netflix seguiu um caminho diferente e decidiu encerrar o projeto. Além dos possíveis custos elevados, as agendas cheias dos atores principais também são apontadas como um obstáculo logístico para uma nova temporada. Dessa forma, a jornada de Arisu e seus amigos nos jogos mortais de Tóquio chega ao fim de forma abrupta, deixando para trás uma legião de fãs que esperava por mais.

O fim de Alice in Borderland se soma a uma lista de cancelamentos surpreendentes da Netflix, que costuma priorizar dados de engajamento e custo-benefício. A série, que adapta o mangá homônimo, foi um dos maiores sucessos asiáticos da plataforma e ajudou a popularizar o conteúdo live-action japonês no catálogo global. Portanto, seu encerramento levanta questões sobre a estratégia da gigante do streaming para produções internacionais de alto orçamento. Enquanto isso, os fãs terão que se contentar com as três temporadas disponíveis e especular sobre o destino que os personagens teriam tido em uma continuação que nunca virá.

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Adriano Ladislau

Adriano é Mercadólogo, Publicitário, Professor e Podcaster. Atua há mais de 10 anos escrevendo conteúdo especializado em cultura geek e, paralelamente, desenvolveu uma carreira sólida no marketing, com foco em análise de dados e campanhas criativas. Já liderou equipes, negociou parcerias com grandes marcas e hoje ensina novos profissionais a navegar nesse universo com conteúdo direto, prático e bem-humorado. Quando não está cuidando do Santuário Geek ou do seu grupo no Telegram, provavelmente está ouvindo Queen ou maratonando um clássico do gênero Tokusatsu.

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