Streaming

Paramount tem oferta bilionária rejeitada pela Warner

Warner Bros. Discovery rejeitou oficialmente a tentativa de aquisição hostil feita pela Paramount. A empresa por trás da HBO Max e da Warner Bros. preferiu seguir com o acordo já firmado com a Netflix, que comprará a divisão de estúdios e streaming. A oferta da Paramount era mais alta, chegando a US$ 108,4 bilhões, mas foi considerada indesejada pelos diretores da Warner.

A Paramount Pictures fez uma proposta de compra direta aos acionistas da Warner Bros. Discovery no último dia 8 de dezembro. O valor oferecido era de US$ 30 por ação, superando os US$ 27,75 por ação da Netflix. A jogada foi uma tentativa de interromper o acordo fechado entre Netflix e Warner apenas três dias antes, mas não deu certo. O conselho da Warner manteve sua decisão inicial.

O jogo das gigantes do streaming

A Paramount, dona do Paramount+ e de canais como MTV e Nickelodeon, queria ficar com toda a Warner Bros. Discovery. A Netflix, por sua vez, só quer comprar a parte da Warner Bros. após a separação das duas empresas, prevista para o terceiro trimestre de 2026. A divisão vai criar duas empresas de capital aberto: Warner Bros. e Discovery Global.

A oferta da Netflix tem valor total de cerca de US$ 82,7 bilhões. Os acionistas da Warner receberiam US$ 23,25 em dinheiro e US$ 4,50 em ações da Netflix por cada ação que possuem. O conselho de ambas as empresas aprovou por unanimidade.

Para o público brasileiro, essa guerra corporativa pode definir quem vai comandar as plataformas de streaming nos próximos anos. O HBO Max, que tem todo o catálogo do Studio Ghibli no Brasil, é um dos serviços mais populares aqui. Qualquer mudança de dono pode afetar preços e catálogos.

Por que a Warner disse não à Paramount?

A proposta da Paramount era uma “oferta hostil”. Isso significa que foi feita sem o aval prévio da diretoria da Warner Bros. Discovery. A empresa tentou convencer os acionistas diretamente, mas a estratégia não funcionou. A Warner já tinha um caminho traçado com a Netflix.

Em comunicado, a Paramount argumentou que o acordo com a Netflix enfrentaria “sérios problemas regulatórios”. Eles acreditam que adicionar o HBO Max ao império da Netflix criaria um monopólio difícil de ser aprovado pelos órgãos de defesa da concorrência. A Netflix, porém, ofereceu uma multa de US$ 5 bilhões caso o governo americano barre o negócio.

David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, já havia deixado claro que o preço mínimo para vender a empresa seria de US$ 30 por ação. A Paramount atingiu esse valor, mas a rejeição mostra que outros fatores pesaram na decisão.

O que muda para o fã de séries e animes?

Com a compra pela Netflix, a marca Warner Bros. – incluindo seus estúdios de cinema, TV, a HBO, o HBO Max e a DC Studios – passará para as mãos da gigante do streaming. A Discovery Global, que vai ficar com a CNN e os canais de esportes, seguirá separada.

A Warner Bros. Japan, produtora de animes como SPY x FAMILY e JoJo’s Bizarre Adventure, também será controlada pela Netflix. A empresa já planejava aumentar sua produção anual de animes. Agora, com o orçamento da Netflix, esse plano pode se tornar realidade mais rápido.

  • HBO Max: Todo o catálogo do Studio Ghibli, séries da HBO e produções da Warner devem migrar para a plataforma da Netflix.
  • Warner Bros. Japan: Produtora de sucessos como Record of Ragnarok e Food Wars! será reforçada.
  • Preços: O Paramount+ já anunciou aumento para janeiro de 2026. O HBO Max também subiu de preço em outubro.

Para o assinante, a fusão pode significar um catálogo ainda mais robusto na Netflix. Mas também há o risco de menos concorrência no mercado, o que, no longo prazo, pode levar a aumentos de preço.

A batalha por trás dos bastidores

A história dessa aquisição começou muito antes. Em outubro, a Warner Bros. Discovery anunciou que estava avaliando “alternativas estratégicas” depois de receber propostas não solicitadas. A Paramount Skydance (uma joint venture entre Paramount e Skydance Media) já havia feito uma oferta de US$ 20 por ação, que foi rejeitada na época.

Além da Netflix e da Paramount, a Comcast (dona da NBCUniversal) também apresentou uma proposta preliminar. Foi um verdadeiro leilão pelos estúdios e pelo catálogo de uma das maiores empresas de entretenimento do mundo. A Netflix levou a melhor, garantindo um acordo exclusivo.

O processo ainda precisa ser aprovado por reguladores governamentais e pelos acionistas. Se tudo der certo, a transação será concluída após a divisão da empresa, no segundo semestre de 2026. Até lá, os serviços devem funcionar normalmente.

E agora, o que esperar?

A rejeição da proposta da Paramount encerra um capítulo de especulação, mas abre outros. O mercado de streaming em 2025 está mais competitivo do que nunca, e essa consolidação deve criar uma nova líder absoluta. A Netflix, com os conteúdos da Warner e da HBO, fica em uma posição dominante.

Para o Brasil, a novidade é que animes produzidos pela Warner Bros. Japan e séries icônicas da HBO podem se tornar conteúdo original Netflix. A plataforma já é a mais popular no país, e esse movimento só deve fortalecer sua presença.

Os olhos agora se voltam para os órgãos reguladores. A multa bilionária oferecida pela Netflix é um sinal de que a empresa acredita na aprovação. Mas, se o negócio for barrado, o cenário pode mudar completamente, e a Paramount pode tentar uma nova investida. A guerra pelo seu controle remoto está longe de acabar.

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Adriano Ladislau

Adriano é Mercadólogo, Publicitário, Professor e Podcaster. Atua há mais de 10 anos escrevendo conteúdo especializado em cultura geek e, paralelamente, desenvolveu uma carreira sólida no marketing, com foco em análise de dados e campanhas criativas. Já liderou equipes, negociou parcerias com grandes marcas e hoje ensina novos profissionais a navegar nesse universo com conteúdo direto, prático e bem-humorado. Quando não está cuidando do Santuário Geek ou do seu grupo no Telegram, provavelmente está ouvindo Queen ou maratonando um clássico do gênero Tokusatsu.

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