Pedro deixa BBB 26 após tentar beijar Jordana à força; caso é investigado

O BBB 26 registrou, na noite de domingo (18), mais um episódio grave de assédio, o que levou à saída imediata do participante Pedro Henrique Espindola, de 22 anos. O curitibano, que já havia sido traído pela esposa grávida, tentou beijar à força a advogada e influenciadora Jordana Morais na despensa da casa. Devido a isso, o apresentador Tadeu Schmidt informou, durante o programa ao vivo, que Pedro seria expulso, independentemente de sua desistência. Esse caso, infelizmente recorrente em realities, reacende a discussão urgente sobre a vulnerabilidade feminina e a cultura do assédio, mesmo em ambientes vigiados 24 horas por dia.
O episódio se desenrolou quando Pedro segurou Jordana e tentou beijá-la sem consentimento. A advogada precisou se desvencilhar do colega e, logo após, relatou a outros participantes que ele chegou a segurar seu pescoço. Ciente da gravidade de seus atos, Pedro apertou o botão de desistência. No entanto, a produção do programa já havia decidido por sua expulsão. Como resultado, a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, no Rio, abriu um inquérito para investigar o caso como importunação sexual, com a Globo colaborando com as autoridades.
Histórico preocupante em realities
Infelizmente, o caso de Pedro e Jordana não é um incidente isolado no universo dos realities shows. Na edição de 2023 do BBB, por exemplo, MC Guimê e Antônio Cara de Sapato foram expulsos por comportamentos inapropriados com a visitante Dania Mendez. Além disso, no BBB 20, Pétrix Barbosa foi acusado de tocar Bianca Andrade sem consentimento, enquanto Pyong Lee teria tentado beijar Marcela McGowan à força. Esses episódios mostram um padrão preocupante que se repete.
O problema, no entanto, vai além do Big Brother Brasil. Em A Fazenda, da Record, situações semelhantes já ocorreram. Na 13ª edição, Nego do Borel foi expulso por tentar se relacionar com Dayane Mello enquanto ela estava embriagada. Já na 11ª temporada, Phellipe Haagensen foi expulso após beijar Hariany Almeida sem sua permissão. Esses casos reforçam a necessidade de uma discussão mais profunda sobre consentimento e respeito.
O episódio mais grave talvez tenha sido no BBB 12, com Daniel Echaniz. Ele foi retirado da casa após ter relações sexuais com Monique Amin enquanto ela estava desacordada. Apesar da investigação da Polícia Civil, o caso foi arquivado por falta de provas. Essas ocorrências levantam uma questão crucial: se nem sob a vigilância de câmeras e milhões de telespectadores as mulheres estão seguras, o que acontece longe dos holofotes? A sociedade precisa, portanto, entender de uma vez por todas que o corpo feminino não é propriedade pública.
Dessa forma, a saída de Pedro do BBB 26 vai além de uma simples eliminação de reality. Ela se torna um símbolo de um problema social persistente. A abertura do inquérito policial indica que as consequências de tais atos podem ser legais, e não apenas midiáticas. Enquanto isso, o debate sobre educação, consentimento e segurança para as mulheres em todos os ambientes continua mais necessário do que nunca.









