Resurrection, o novo e ambicioso filme do aclamado diretor chinês Bi Gan, estreou em circuito seleto de cinemas em janeiro de 2026, trazendo uma experiência cinematográfica de quase três horas que desafia as fronteiras entre realidade e sonho. O longa, que conta com as estrelas Jackson Yee e Shu Qi, se passa em um futuro distópico onde humanos podem viver para sempre, desde que não sonhem. No entanto, a trama gira em torno de figuras chamadas “Deliriantes”, que estão presas em um estado de sonho perpétuo. A obra se configura como uma vasta homenagem não apenas à história da China no século XX, mas também ao próprio poder transformador e atemporal do cinema global, questionando o que perdemos quando abrimos mão da imaginação.
Com previsão de permanecer em cartaz nas próximas semanas, o filme já gera discussão entre críticos e cinéfilos devido à sua narrativa complexa e estrutura não linear. A trama acompanha A Grande Outra, personagem de Shu Qi, em sua missão de encontrar e “desligar” um Deliriante interpretado por Jackson Yee. Para isso, ela projeta os sonhos dele como um filme, drenando seus sentidos lentamente. Dessa forma, a maior parte do metragrama se passa dentro desses sonhos, que transportam o espectador por quatro eras distintas da China, cada uma filmada em um estilo cinematográfico diferente, do expressionismo alemão à Nouvelle Vague de Hong Kong.
Uma Jornada Onírica pela História do Cinema
O filme é menos interessado em uma narrativa convencional e mais em criar uma sensação de sonho cinematográfico. Cada um dos quatro sonhos do Deliriante representa um capítulo visual e histórico distinto, explorando desde um noir da Segunda Guerra Mundial até um romance vampiresco na virada do ano 2000. Bi Gan, conhecido por filmes como “Long Day’s Journey Into Night”, usa essa estrutura para fazer um passeio pelas eras e estéticas do cinema, criando um mosaico que reflete a evolução da sétima arte. O clímax do filme é uma sequência de plano-sequência deslumbrante, com mais de trinta minutos, que homenageia o cinema gangster de Hong Kong dos anos 80 e 90.
Apesar da duração desafiadora e do tom enigmático, “Resurrection” é uma experiência pensada para quem vê no cinema mais do que entretenimento. O filme propõe uma reflexão profunda sobre a necessidade da arte, da memória e, sobretudo, da capacidade de sonhar. Ao final, a pergunta que fica é justamente a que o diretor parece fazer: em um mundo que busca a permanência e a fuga da dor, qual é o preço de abandonarmos completamente nossas ilusões e nossa imaginação? A obra de Bi Gan, portanto, se afirma não como um simples passatempo, mas como um manifesto visceral em defesa do poder criativo do cinema.
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