Return to Silent Hill, a nova adaptação cinematográfica da famosa franquia de jogos de terror, estreia nos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, com uma recepção crítica morna. Dirigido novamente por Christopher Gans, que comandou o primeiro filme em 2006, o longa tenta reviver a atmosfera perturbadora de Silent Hill 2, mas, segundo análises, acaba repetindo os mesmos problemas de narrativa e ritmo que assombravam a produção original. A trama segue James, um homem que retorna à cidade assombrada após receber um misterioso chamado de seu grande amor, Mary, mergulhando em um pesadelo repleto de criaturas grotescas e segredos sombrios.
O grande desafio do filme, no entanto, parece ser justamente escapar da estrutura de um videogame. Dessa forma, a narrativa frequentemente se perde em sequências de James vagando por cenários visualmente distintos, sem conseguir gerar uma tensão genuína ou um propósito claro para sua jornada. Por isso, a crítica aponta que, mesmo após 20 anos, Gans não conseguiu traduzir a experiência interativa e psicológica do jogo para uma linguagem cinematográfica eficaz, resultando em um produto que parece mais uma coleção de cenas de horror desconexas do que uma história coesa.
Problemas de Ritmo e Personagens
Apesar de tentar construir uma base emocional através de flashbacks que mostram o relacionamento do casal principal, o filme falha em estabelecer uma conexão convincente entre James e Mary. Em outras palavras, a motivação do protagonista para enfrentar os horrores de Silent Hill parece frágil, e sua reação de curiosidade casual, em vez de medo genuíno, tira o impacto das situações de terror. Além disso, a decisão de fragmentar a narrativa entre passado e presente, inicialmente intrigante, acaba por confundir o espectador e diminuir a sensação de perigo iminente, fazendo com que tudo pareça uma longa alucinação sem consequências reais.
Visualmente, o filme até investe em criaturas repulsivas e cenários cobertos por cinzas, elementos icônicos da franquia. No entanto, essas imagens por si só não sustentam a experiência. Assim, Return to Silent Hill se junta à longa lista de adaptações de games que lutam para encontrar sua própria voz no cinema. Para os fãs mais dedicados, pode haver um certo prazer nostálgico em revisitar a cidade, mas, para o público geral em busca de um bom filme de terror em 2026, a jornada pode não valer o ingresso.
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