Seul, a capital mundial dos esports: do PC bang ao palco global

Seul se consolida, em janeiro de 2026, como a capital inquestionável dos esports, um título construído ao longo de três décadas. A cidade, que abriga templos como o LoL Park, recebe fãs de todo o mundo em uma peregrinação moderna, transformando partidas regionais de League of Legends em eventos globais. Esse fenômeno nasceu, no entanto, nas humildes salas de PC bang, que proliferaram após a crise financeira de 1997 como parte da estratégia nacional de investir em infraestrutura de TI. Graças a essa base, jogos como StarCraft encontraram um ecossistema perfeito para florescer, dando início a uma revolução que hoje movimenta milhões e forma atletas de elite.

O sucesso coreano não foi acidental, mas sim resultado de uma formalização precoce da indústria. Enquanto isso, em 2000, o país já estabelecia o primeiro canal de TV especializado em games (OGN) e uma associação reguladora, a KeSPA. Dessa forma, o que era visto com preocupação como vício em jogos se transformou em um poderoso soft power nacional. Esse reconhecimento atingiu seu ápice quando os esports se tornaram evento com medalhas nos Jogos Asiáticos de 2022, celebrando os jogadores coreanos como heróis nacionais. Portanto, a jornada de Seul oferece um modelo valioso para outros países, incluindo o Brasil, que buscam desenvolver sua própria cena competitiva.

No coração dessa cultura está o LoL Park, uma arena moderna em Jongno onde a intimidade entre jogadores e torcedores é impressionante. Os atletas ficam a apenas 5 metros da primeira fileira, permitindo que os fãs testemunhem a concentração intensa e até ouçam a comunicação durante as partidas. Essa proximidade alimenta uma cultura única, centrada nos “cheerfuls” – cartazes artesanais feitos pelos fãs na zona comunal do estádio. Apesar de acomodar apenas 450 pessoas fisicamente, centenas de milhares assistem online por plataformas como YouTube, transformando cada sábado em um espetáculo de alcance mundial.

PC Bangs: As Capelas de uma Fé Digital

Se o LoL Park é a catedral, os PC bangs de bairro permanecem como as capelas essenciais desse ecossistema. Essas lan houses evoluíram radicalmente desde os anos 90, mas mantêm sua função social original: oferecer acesso democrático a hardware de ponta e internet de alta velocidade. Foi nesses espaços que uma geração inteira de jogadores coreanos, muitos deles futuros profissionais, deu seus primeiros cliques. Grandes conglomerados como Samsung e SK Telecom perceberam o potencial e investiram pesado, criando sistemas regimentados de treinamento e “gaming houses” que moldam adolescentes em atletas disciplinados. Assim, o país construiu uma ponte sólida entre o lazer casual e o profissionalismo de alto nível.

Para fãs como Chae Yu-lim, de 32 anos, que viajou de Incheon para assistir a uma partida, ou Linh Le, uma estudante vietnamita de 23 que frequenta o LoL Park semanalmente, Seul é um destino de peregrinação. Eles buscam não apenas o jogo, mas o senso de comunidade e os emocionantes encontros pós-partida com os ídolos. No entanto, mesmo com toda a estrutura, o desejo por estádios maiores que acomodem mais apaixonados é uma demanda constante. A história de Seul mostra que, com visão estratégica e investimento, os jogos eletrônicos podem transcender o entretenimento e se tornar um pilar cultural e econômico. Dessa forma, o modelo coreano continua a inspirar e ditar os rumos dos esports no mundo todo em 2026.

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