Man of Tomorrow do DCU repete risco que afundou o DCEU, diz análise

Man of Tomorrow, o próximo grande filme do DCU (Universo Cinematográfico da DC) comandado por James Gunn, já enfrenta seu primeiro grande desafio antes mesmo de chegar aos cinemas, com previsão de estreia para o verão de 2027 no hemisfério norte. O projeto, que funciona como um seguimento do filme “Superman” de 2025, reúne um elenco estelar incluindo David Corenswet como o Homem de Aço e o recém-anunciado Lars Eidinger como o vilão Brainiac. No entanto, rumores persistentes indicam que a produção pode repetir um erro crucial do antigo DCEU: introduzir a Mulher-Maravilha de forma apressada, assim como ocorreu em “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” em 2016.
Esse movimento estratégico preocupa fãs e analistas, pois a pressa em construir um universo compartilhado foi um dos fatores que levou a franquia anterior ao colapso. Enquanto isso, o DCU tenta se estabelecer com um planejamento mais cuidadoso, mas a possível inclusão de Diana Prince em “Man of Tomorrow” soa como um déjà vu perigoso. A relevância do tema é enorme para o público brasileiro, que sempre acompanhou de perto os altos e baixos dos heróis da DC nos cinemas, torcendo por uma revitalização que finalmente rivalize com o bem-sucedido Universo Cinematográfico da Marvel.
O Fantasma de Batman vs Superman
O grande temor, portanto, é que “Man of Tomorrow” caia na mesma armadilha de seu antecessor problemático. “Batman vs Superman” tentou acelerar a formação da Liga da Justiça introduzindo vários heróis de uma só vez, o que resultou em uma trama sobrecarregada e personagens com desenvolvimento fraco. Apesar de ter faturado mais de US$ 870 milhões mundialmente (cerca de R$ 4,5 bilhões na cotação da época), o filme foi criticado por priorizar o “world-building” em detrimento do coração da história. Por isso, a comunidade de fãs espera que James Gunn, com seu histórico em trabalhar com elencos em “Guardiões da Galáxia”, evite esse caminho.
Existe, no entanto, um caminho para fazer a introdução funcionar. O próprio Universo Marvel mostrou que é possível apresentar personagens-chave, como o Homem-Aranha no MCU, em filmes de outros heróis sem que a participação pareça forçada. A chave está na narrativa orgânica. Dessa forma, se a Mulher-Maravilha realmente aparecer em “Man of Tomorrow”, sua chegada precisa servir à trama de Clark Kent e não parecer um mero teaser para projetos futuros. O cenário dos filmes de super-herói também mudou muito desde 2016, com heroínas conquistando grande sucesso, o que tira a pressão de se “testar” o apelo da personagem em um filme alheio.
O DCU parece estar caminhando em uma velocidade mista. Por um lado, já anuncia projetos como a série “Paraíso Perdido” sobre Themyscira e um filme solo da Mulher-Maravilha em desenvolvimento. Por outro, a possibilidade de adiantar sua estreia pode sinalizar certa ansiedade. A grande questão que fica é: por que não dar a Diana uma entrada triunfal em seu próprio filme, assim como será feito com Batman em “The Brave and the Bold”? A resposta pode estar na visão única de Gunn, que busca talvez costurar seu universo de maneira mais interligada desde o início. Seja como for, o sucesso ou fracasso dessa jogada definirá o tom do DCU nos próximos anos e mostrará se as lições do passado foram, de fato, aprendidas.









