People We Meet on Vacation: Diferenças Entre o Filme da Netflix e o Livro

People We Meet on Vacation, a aguardada adaptação do best-seller de Emily Henry, chegou à Netflix neste início de 2026 para conquistar os fãs de romance. A produção, que estreou em janeiro na plataforma, segue a amizade de doze anos entre a escritora de viagens Poppy (Emily Bader) e o professor Alex (Tom Blyth), mas introduz mudanças significativas em relação ao material original. A relevância do filme surge justamente dessa transição, que tenta capturar a essência do livro enquanto se adapta à linguagem cinematográfica, um desafio que sempre gera debate entre os fãs. Dessa forma, a obra tenta se firmar como um novo clássico do gênero rom-com para esta geração.
O enredo, que no livro é narrado totalmente pela perspectiva de Poppy, pula entre doze anos de férias de verão que os dois amigos compartilharam. No entanto, para caber no formato de filme, a produção precisou condensar a história, removendo algumas viagens e combinando pontos importantes da trama. Como resultado, os fãs veem uma narrativa mais acelerada, que troca a viagem final para Palm Springs por um cenário em Barcelona, alterando significativamente o clímax emocional dos personagens. Essa decisão, embora prática, modifica o tom de autodescoberta que marcou a obra literária.
Mudanças na Essência: Do Drama Interior ao Humor Visual
Apesar de manter o núcleo da história, o filme prioriza momentos de humor físico e situações cômicas, em contraste com a profundidade introspectiva do livro. Enquanto a narrativa original explora os medos e a terapia de Poppy com detalhes, a adaptação opta por cenas como um sanduíche desastrado no carro ou uma conversa constrangedora com os pais, interpretados por Molly Shannon e Alan Ruck. Dessa forma, a personagem principal perde parte de sua jornada interna de autoconhecimento, que só ressurge em seu grande discurso final para Alex.
Outra diferença crucial está no tratamento dos relacionamentos externos. No livro, os parceiros de Poppy e Alex ficam em segundo plano, pois o conflito principal é o medo de arriscar a amizade. Por outro lado, o filme cria triângulos amorosos mais definidos, usando os namorados como obstáculos explícitos. Essa escolha, comum em comédias românticas, simplifica a motivação dos protagonistas, que no material original era mais complexa e psicológica. Ainda assim, a química entre Emily Bader e Tom Blyth é inegável e carrega a tela, fazendo o público torcer pelo romance lento entre eles.
A conclusão mantém a essência: Poppy vai até Ohio para declarar seu amor. No entanto, o filme amplifica o gesto romântico com uma perseguição cômica pelas ruas, onde a personagem precisa correr atrás de Alex, que está com fones de ouvido. O discurso emocional, extraído diretamente do livro, sobre encontrar um lar na pessoa amada, permanece comovente. A cena final, que mostra o casal construindo uma vida juntos em Nova York, oferece um desfecho satisfatório. Portanto, apesar das alterações, o filme é uma adição divertida ao catálogo da Netflix, mas pode deixar os leitores do livro com vontade de revisitar as páginas para encontrar as camadas mais profundas da história de Emily Henry.








