Diretor de SAO afirma que anime pode substituir Hollywood em 2026

O diretor japonês Tomohiko Ito, conhecido por comandar a famosa franquia Sword Art Online, fez uma declaração que está gerando debate na indústria do entretenimento mundial. Em entrevista concedida ao site Daily Shincho, no começo de janeiro de 2026, Ito afirmou que as animações japonesas têm o potencial real de substituir os filmes tradicionais de Hollywood como principal força do mercado global. Para ele, eventos recentes, como as greves de roteiristas e atores em Hollywood e o impacto da pandemia de Covid-19, aceleraram esse movimento, criando um espaço que o anime soube ocupar de forma magistral.
Graças a essa combinação de fatores, o gênero explodiu em popularidade nos últimos anos, consolidando um sucesso que já vinha sendo construído há décadas por ícones como One Piece e Naruto. O diretor destacou, dessa forma, que o grande ponto de virada ocorreu em 2020, quando a empresa japonesa Aniplex adquiriu a gigante do streaming Crunchyroll, levando o conteúdo a um público ainda maior. Por isso, a afirmação de Ito não vem do nada, mas reflete uma tendência sólida que ganha mais força a cada ano.
O sucesso local versus o apelo global
No entanto, apesar de acreditar no poder global do anime, Tomohiko Ito apresenta um alerta importante para os criadores. Ele argumenta que focar excessivamente no chamado “apelo global” pode ser um caminho direto para o fracasso. Isso acontece porque, muitas vezes, o que os japoneses acreditam que vai agradar ao público internacional simplesmente não funciona, criando uma desconexão cultural. Por outro lado, o diretor também comenta que os espectadores ocidentais, especialmente nos Estados Unidos, costumam fazer suposições equivocadas sobre o mercado japonês.
Ito citou, como exemplo, a ênfase na “correção política” na América, que leva a crer que apenas o Japão ainda produz obras com garotas em trajes sumários em batalhas, algo considerado estranho na América do Norte. Esse choque de percepções é crucial para entender as diferentes recepções. Um caso emblemático disso foi a primeira temporada de Chainsaw Man, aclamada pelo público ocidental mas recebida com frieza no Japão, onde parte dos fãs a considerou uma adaptação ruim.
Dessa forma, a discussão vai muito além de uma simples previsão otimista. Ela toca no cerne de como o entretenimento é criado e consumido em um mundo cada vez mais conectado, porém com diferenças culturais profundas. Com a popularidade do anime em alta constante no Brasil e no mundo, as palavras de Ito oferecem um rico material para reflexão sobre o futuro das telas, seja no cinema ou no streaming, ao longo deste ano de 2026.









