Wicked Parte 2: O Recorde Histórico de US$ 226 Milhões que “Desafiou a Gravidade” e Salvou o Cinema em 2025

Com uma estreia avassaladora, “Wicked: For Good” não apenas superou seu antecessor, mas reescreveu a história das adaptações da Broadway, consolidando-se como o evento cinematográfico do ano.
O Fenômeno Global que Ninguém Previu (Nesta Escala)
Segundo dados confirmados pela Universal Pictures nesta manhã, “Wicked Parte 2: For Good” quebrou a banca global com uma abertura impressionante de US$ 226 milhões. O número não é apenas uma vitória; é uma declaração de força. Em um outono marcado por incertezas nas bilheterias e o cansaço do público com franquias de super-heróis, a conclusão da saga de Elphaba e Glinda emergiu como um farol cultural, superando as projeções mais otimistas dos analistas de Wall Street.
O filme, dirigido pelo visionário Jon M. Chu, registrou US$ 150 milhões apenas no mercado doméstico (América do Norte), garantindo o título de maior estreia de uma adaptação musical da Broadway na história do cinema. Para colocar em perspectiva, o longa deixou para trás clássicos modernos como Os Miseráveis e Mamma Mia!, além de superar a própria abertura da Parte 1, lançada em novembro de 2024, que havia arrecadado US$ 114 milhões em seu primeiro fim de semana.
“O que estamos vendo não é apenas um sucesso de bilheteria, é a validação de uma estratégia arriscada de dividir o musical em dois atos cinematográficos completos”, afirmou um analista sênior da Comscore. Enquanto muitas franquias sofreram ao dividir seus capítulos finais (como Divergente), Wicked provou que a densidade emocional da obra de Gregory Maguire e Stephen Schwartz exigia esse tempo de tela.
A Química Erivo-Grande e o Caminho para o Oscar
O sucesso financeiro é impulsionado por uma recepção crítica estelar. Com um CinemaScore “A” e 95% de aprovação da audiência no Rotten Tomatoes, o filme se apoia inteiramente nas performances titânicas de suas protagonistas.
Cynthia Erivo (Elphaba): A crítica internacional já aponta Erivo como a favorita ao Oscar de Melhor Atriz. Sua interpretação de “No Good Deed” é descrita como “visceral” e “uma masterclass de atuação vocal”.
Ariana Grande (Glinda): Grande conseguiu, segundo a Variety, “a transição final de popstar para atriz de elite”, entregando uma Glinda que equilibra a comédia física com uma tragédia emocional palpável no segundo ato.
A cena final, um segredo guardado a sete chaves por Jon M. Chu — que admitiu ter escondido o último shot até dos executivos da Universal — recria o icônico pôster da Broadway de forma orgânica, gerando um momento de catarse coletiva nos cinemas que já viralizou no TikTok e Instagram.
Detalhes da Produção e Contexto Econômico
O triunfo de Wicked: For Good chega em um momento crucial. O final de 2025 vinha sofrendo com o que a indústria chama de “depressão de outono”, com vários lançamentos falhando em conectar com o público. Wicked não apenas trouxe as famílias de volta, mas reativou o público adulto feminino, um demográfico frequentemente subestimado pelos blockbusters de ação.
Os Números em Perspectiva:
Bilheteria Global: US$ 226 Milhões.
Bilheteria Doméstica: US$ 150 Milhões (2ª maior do ano, atrás apenas de A Minecraft Movie).
Mercados Internacionais: Destaque para o Reino Unido e Austrália, onde o filme teve a maior abertura do ano.
Comparativo: Superou Lilo & Stitch (US$ 146 milhões), que estreou na mesma janela competitiva.
O Legado de Oz e o Futuro do Gênero
Este sucesso envia uma mensagem clara para Hollywood: o público deseja espetáculo, mas exige coração. A decisão de usar cenários práticos grandiosos (como a construção real da Universidade de Shiz e da Cidade das Esmeraldas) em vez de depender puramente de CGI (telas verdes) criou uma imersão tátil que o público valorizou.
Além disso, a narrativa política de Wicked — abordando propaganda, bodes expiatórios e a natureza da verdade — ressoou profundamente com o clima global de 2025, provando que a fantasia é, muitas vezes, a melhor ferramenta para processar a realidade.





