Call of Duty: A História Completa da Maior Franquia FPS em 23 Anos

Call of Duty, a gigante dos jogos de tiro em primeira pessoa, completou mais de duas décadas de história e segue dominante em 2026. A franquia, criada pela Activision e desenvolvida por estúdios como Treyarch e Infinity Ward, começou em 2003 competindo com Medal of Honor no cenário da Segunda Guerra Mundial. No entanto, foi em 2007, com o revolucionário Call of Duty 4: Modern Warfare, que a série alcançou um novo patamar ao trazer a ação para os conflitos modernos. Desde então, a fórmula se reinventou ciclicamente, passando por futuros distantes, retornos ao passado e a ousada aposta no battle royale gratuito Warzone em 2020. Com o recente lançamento de Call of Duty: Black Ops 7 no final de 2025, a série prova sua vitalidade ao ouvir a comunidade e ajustar elementos como o sistema de matchmaking, mantendo-se como um fenômeno cultural que cativa tanto jogadores casuais quanto os mais hardcore no Brasil e no mundo.
O sucesso contínuo se deve, em grande parte, à capacidade de inovar dentro de uma estrutura consolidada. Enquanto alguns títulos, como o aclamado Modern Warfare 2 (2009), definiram uma geração com seu multijogador frenético, outros experimentaram mudanças radicais. Foi o caso de Black Ops 4 (2018), que abandonou a campanha solo para introduzir o modo Battle Royale, e do reboot de Modern Warfare em 2019, que modernizou a jogabilidade e o realismo. Dessa forma, cada entrega tenta oferecer algo novo, seja na narrativa, nas mecânicas ou nos modos de jogo. A integração entre os jogos principais e o Warzone também se tornou uma marca registrada da era moderna, criando um ecossistema vivo que mantém os jogadores engajados ano após ano.
Os Altos e Baixos de Uma Jornada Épica
Ao revisitar os mais de 20 jogos da série, é possível traçar uma linha do tempo de evolução e experimentação. Após a era de ouro do WWII, o salto para o moderno com COD 4 foi um divisor de águas, graças a uma campanha cinematográfica e um multiplayer viciante. Anos depois, títulos como Advanced Warfare (2014) e Infinite Warfare (2016) levaram os jogadores para o futuro, com narrativas ambiciosas e mobilidade vertical. No entanto, nem todas as apostas foram um sucesso unânime. Call of Duty: Vanguard (2021), por exemplo, recebeu críticas por não inovar o suficiente, enquanto o recente Modern Warfare 3 (2023) foi considerado o ponto fraco de sua trilogia reboot. Ainda assim, a fórmula principal se mantém sólida: a jogabilidade rápida, a sensação de impacto das armas e a progressão recompensadora continuam sendo o coração da experiência.
Olhando para o futuro além de 2026, o legado de Call of Duty parece seguro. A franquia não apenas sobreviveu às mudanças do mercado, como também as influenciou, especialmente com a popularização do gênero battle royale. Com um pipeline contínuo de novos conteúdos, integrações cross-over e uma comunidade global massiva, a série deve continuar sua “marcha inexorável”, como descrito em uma das análises. Para os fãs brasileiros, resta acompanhar se a Activision continuará a ouvir os feedbacks e a refinar a receita que, por mais de duas décadas, garantiu que, na guerra virtual de Call of Duty, nunca haja um prêmio para o segundo colocado.









