Dirigido por Gareth Edwards, o mesmo por trás de “Rogue One” e “Godzilla”, o filme de ficção científica “The Creator” está vivendo uma segunda chance, tornando-se uma das produções mais assistidas no catálogo do Prime Video neste início de 2026. A história, que reimagina a Guerra do Vietnã em um futuro dominado por uma guerra contra a inteligência artificial, chegou à plataforma de streaming após uma passagem discreta pelos cinemas em 2023. Esse ressurgimento mostra como o sucesso no streaming pode reescrever a trajetória de um filme, dando nova vida a uma produção que, apesar de sua grandiosidade visual, não conquistou o público no momento de seu lançamento original.
Com previsão de se manter em alta durante janeiro, o longa-metragem figura entre os mais populares do serviço, graças a uma combinação de elementos. A trama segue Joshua, um ex-agente das forças especiais vivido por John David Washington (“Tenet”), em uma missão para encontrar e neutralizar uma arma secreta com poder para acabar com a humanidade. No entanto, o grande diferencial está na forma como a história é contada, com efeitos visuais deslumbrantes que lhe renderam uma indicação ao Oscar em 2024. Dessa forma, o filme prova que um conceito original e uma execução técnica impecável podem encontrar seu público ideal fora das salas de cinema tradicionais.
Da bilheteria fracassada ao reconhecimento do público
Apesar do talento por trás das câmeras e de um elenco estelar, que também inclui nomes como Gemma Chan e Ken Watanabe, “The Creator” foi considerado um fracasso comercial. O filme arrecadou apenas cerca de 104 milhões de dólares globalmente, um valor que, quando comparado ao seu orçamento de aproximadamente 80 milhões, não cobriu os custos totais de produção e marketing. No entanto, essa narrativa mudou completamente no ambiente digital. Enquanto isso, a recepção da crítica especializada e, principalmente, do público final sempre foi mais calorosa, com uma nota de 75% no Rotten Tomatoes vinda dos espectadores, que frequentemente elogiam a carga emocional e a originalidade da obra.
Muitos fãs do gênero, que podem ter perdido o filme nos cinemas, estão agora descobrindo a produção e a classificando como uma obra-prima. Comentários nas plataformas destacam a surpresa positiva e a profundidade da história, que vai além dos clichês de ação. Portanto, a jornada de “The Creator” serve como um caso emblemático para a indústria em 2026: o sucesso hoje é medido de formas múltiplas, e uma janela de streaming pode ser a redenção definitiva para projetos ambiciosos. Dessa forma, o filme de Edwards se consolida não apenas como um produto visualmente marcante, mas como um fenômeno cultural que encontrou seu lugar.
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