Timothée Chalamet mira Oscar com atuação em ‘Marty Supreme’

Timothée Chalamet está prestes a conquistar sua terceira indicação ao Oscar, desta vez pela atuação em ‘Marty Supreme’, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026. O filme, dirigido por Josh Safdie, narra a história de Marty Mauser, um jogador de tênis de mesa ambicioso na Nova York dos anos 1950. Com previsão de ser um dos grandes concorrentes da temporada de premiações, a produção chega às telas com o ator no auge de sua forma, após anos de treinamento específico para o papel.
A relevância do longa, no entanto, vai além da performance aclamada de Chalamet. Baseado livremente na vida do verdadeiro campeão Marty Reisman, o filme promete uma imersão na época com fotografia cuidadosa e trilha sonora marcante. Por outro lado, o roteiro extenso e um personagem central difícil de torcer a favor apresentam desafios narrativos. Ainda assim, devido ao momento de Chalamet na carreira e ao burburinho pré-Oscar, ‘Marty Supreme’ se torna um título obrigatório para os cinéfilos que acompanham a corrida pelas estatuetas douradas.
Performance aclamada em meio a críticas mistas
Timothée Chalamet entrega o que muitos críticos consideram seu melhor trabalho, abandonando o ar blasé de outros filmes para mergulhar na pele do arrogante e talentoso Marty. O ator treinou tênis de mesa desde 2018 para o papel, e o esforço é visível na tela. Além disso, ele conta com um elenco de apoio estelar, incluindo Gwyneth Paltrow e Odessa A’zion, além de participações especiais como a de Fran Drescher. No entanto, o filme de quase duas horas e meia enfrenta problemas de ritmo. Os diálogos são excessivos, característica do diretor Safdie, e podem cansar parte do público, ainda que a sequência final da partida decisiva seja eletrizante.
Dessa forma, ‘Marty Supreme’ se apresenta como uma obra de contrastes. Por um lado, eleva Chalamet ao status de forte candidato a vencer sua primeira estatueta do Oscar. Por outro, deixa a desejar em aspectos narrativos que podem distanciar o espectador. A pergunta que fica é: o brilho da atuação principal será suficiente para ofuscar as falhas do conjunto? A resposta começará a ser dada a partir desta quinta-feira nas salas de cinema de todo o Brasil.









