Wagner Moura fora da pré-lista do BAFTA 2026; Brasil tem 4 indicações

Wagner Moura, o renomado ator brasileiro de 49 anos, foi a grande ausência na lista de pré-indicados ao BAFTA 2026, o prestigiado British Academy Film Awards divulgado pela Academia Britânica nesta sexta-feira (9). A notícia, que circula desde então, pegou muitos de surpresa, já que o protagonista de “O Agente Secreto” coleciona mais de 20 prêmios pela atuação no longa de Kleber Mendonça Filho. Apesar disso, o cinema nacional conquistou um feito expressivo, com quatro pré-indicações em categorias importantes, mostrando a força da produção audiovisual do Brasil neste início de 2026.
Como resultado da seleção, nomes como Cillian Murphy (“Steve”) e Russell Crowe (“Nuremberg”) aparecem entre os pré-escolhidos, enquanto Moura, que já foi indicado ao Globo de Ouro e ao Critics Choice, ficou de fora desta etapa. No entanto, a boa notícia fica por conta das produções brasileiras: “O Agente Secreto” concorre a Melhor Filme de Língua Estrangeira e Melhor Roteiro Original, “Apocalipse nos Trópicos” aparece em Melhor Documentário, e “Sonhos de Trem” é lembrado na categoria de Melhor Fotografia, graças ao trabalho de Adolpho Veloso. Dessa forma, ainda que um de seus maiores nomes tenha sido preterido, o país segue com forte representação na corrida ao “Oscar britânico”.
Detalhes da seleção e próximos passos
Cada categoria do BAFTA 2026 listou inicialmente dez concorrentes, que serão reduzidos a apenas cinco finalistas na lista definitiva, com previsão de ser revelada no dia 27 de janeiro. Enquanto isso, a cerimônia principal de premiação está marcada para o dia 22 de fevereiro, em Londres. Portanto, as produções brasileiras ainda têm uma etapa decisiva pela frente para garantir sua vaga na final. Além disso, a ausência de Moura gera debate sobre o reconhecimento internacional de atuações em língua estrangeira nas grandes premiações. A trajetória do ator, no entanto, permanece sólida, com o título de Melhor Ator em Cannes e uma carreira que transcende fronteiras.
O fato de o Brasil aparecer com força em múltiplas categorias, inclusive com um documentário e um filme de ficção, reflete a diversidade e a qualidade técnica que marcam a produção atual. Assim, os olhos do setor cinematográfico nacional se voltam para o final deste mês, aguardando o anúncio dos finalistas. Independentemente do resultado, a presença brasileira nesta pré-lista já é um marco positivo para o cinema do país no cenário global de 2026, demonstrando que há muito talento além dos nomes já consagrados.









