A Casa Branca iniciou uma campanha de última hora para tentar salvar o documentário sobre a primeira-dama Melania Trump, que enfrenta previsões desastrosas de bilheteria para sua estreia no próximo fim de semana. O filme, intitulado simplesmente Melania, foi financiado pela Amazon de Jeff Bezos com um investimento inicial de US$ 40 milhões, convertidos em aproximadamente R$ 200 milhões. Com previsão de estreia para 30 de janeiro de 2026, a produção deve arrecadar apenas US$ 5 milhões (cerca de R$ 25 milhões) em seu primeiro fim de semana, apesar de um adicional de US$ 35 milhões (R$ 175 milhões) em marketing e lançamento em 27 países.
Devido às projeções ruins, a estratégia de promoção entrou em modo de emergência. Como resultado, a primeira-dama vai tocar o sino de abertura da Bolsa de Valores de Nova York nesta quarta-feira, 28 de janeiro. Além disso, materiais promocionais do filme foram levados em uma viagem oficial do governo a Davos, na Suíça, na tentativa de angariar apoio entre as elites globais. O documentário, que acompanha Melania por 20 dias antes do início do segundo mandato de Donald Trump, em janeiro de 2025, é um projeto pessoal da primeira-dama, concebido durante um jantar com o bilionário Jeff Bezos.
Envolvimento pessoal e estratégia de marketing
Apesar do tom oficial, o filme é descrito por seus idealizadores não como um documentário tradicional, mas como um “filme”, graças ao envolvimento profundo de Melania. Marc Beckman, agente e confidente da primeira-dama, reforçou essa visão em entrevista à Fox News. No entanto, a Amazon se recusou a permitir que críticos assistissem ao filme antes da grande estreia no Kennedy Center, em Washington, um evento que o presidente Trump tentou rebatizar para Trump-Kennedy Center. Por isso, o mistério sobre o conteúdo permanece, alimentado apenas por postagens nas redes sociais de Trump, que convoca sua base de apoiadores sem mencionar diretamente sua esposa.
Enquanto isso, a assessoria da primeira-dama divulgou comunicados destacando seus projetos de atuação, como o Take It Down Act e o Desafio Presidencial de Inteligência Artificial, na tentativa de associar a imagem do filme a uma agenda de resultados. Dessa forma, a Casa Branca espera reverter a percepção negativa e atrair público para as 1.400 salas de cinema que exibirão o filme ao redor do mundo, antes de sua disponibilização no Amazon Prime Video. A pergunta que fica é: uma campanha de marketing agressiva será suficiente para salvar um projeto tão pessoal de um fracasso anunciado?
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